Processo de desminagem em território ucraniano é "complexo"

O tenente-coronel na reserva, Pedro Marquês de Sousa, aponta para "vários anos" a desminar o território ucraniano, depois do fim da guerra com a Rússia.

Vão ser precisos vários anos para retirar todas as minas e engenhos explosivos que não detonaram, em território ucraniano. A convicção é de Pedro Marquês de Sousa, Tenente-Coronel do Exército, e que está na reserva, depois do aviso de António Guterres, que apontou para décadas para remover todos aqueles dispositivos.

Ouvido pela TSF, o militar que fez parte da missão da ONU em Timor-Leste, entre 2000 e 2001 sublinha que o processo de desminagem na Ucrânia vai ter que ser desenvolvido sob a égide das Nações Unidas.

Pedro Marquês de Sousa explicou ainda que este é um processo complexo, mas que existem elementos especializados em desminagem.

Esta segunda-feira foi o Dia Internacional de Sensibilização para o Perigo das Minas. António Guterres afirmou que as minas e os explosivos em território ucraniano vão ameaçar a vida da população, muito depois do fim do conflito entre Ucrânia e Rússia.

António Guterres, avisou que, após um mês de guerra na Ucrânia, levará "décadas" para remover todas as munições não detonadas, minas terrestres e bombas de fragmentação.

Segundo um comunicado da ONU, Guterres destacou que 164 estados se comprometeram com a Convenção de Proibição de Minas e apelou a todos os países a aderirem "sem demora" ao acordo.

"Os membros permanentes do Conselho de Segurança, em particular, têm uma responsabilidade especial", acrescentou o secretário-geral da ONU.

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