Procurador do TPI vai participar em inquérito europeu sobre crimes na Ucrânia

O governo ucraniano e os países da União Europeia acusam as forças russas de terem cometido crimes de guerra.

O gabinete do Procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI) vai participar no inquérito europeu sobre os principais crimes alegadamente cometidos na Ucrânia, anunciou esta segunda-feira a agência de cooperação judicial Eurojust.

A equipa conjunta de inquérito, criada em março pela Lituânia, Polónia e Ucrânia com o apoio do Eurojust, visa facilitar as investigações e os processos judiciais nos Estados afetados, bem como aqueles que possam ser apresentados ao TPI, disse a agência em comunicado.

O governo ucraniano e os países da União Europeia acusam as forças russas de terem cometido crimes de guerra, o que Moscovo desmente.

"O procurador do TPI Karim Khan e os procuradores gerais dos três países envolvidos assinaram hoje um acordo sobre a primeira participação do gabinete do Procurador numa equipa conjunta de inquérito", anunciou o Eurojust.

O procurador Karim Khan abriu no passado dia 03 de março um inquérito sobre a situação na Ucrânia, depois de ter recebido 'luz verde' de perto de 40 Estados.

Khan deslocou-se no início deste mês a Bucha, perto de Kiev, onde centenas de civis foram encontrados mortos depois da ocupação russa, segundo as autoridades ucranianas.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de dois mil civis, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A ofensiva militar causou já a fuga de mais de 12 milhões de pessoas, mais de 5 milhões das quais saíram do país, de acordo com os dados da ONU -- a pior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

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