"Eurobic é ferramenta para os negócios corruptos de Isabel dos Santos em Portugal"

O diretor executivo da Associação Civica Transparência e Integridade, João Paulo Batalha, acusa governantes de "promiscuidade" e afirmado que "redes de cumplicidade política vêm de longe" exige o apuramento de responsabilidades.

Um consórcio de jornalismo de investigação revelou, no domingo, mais de 715 mil ficheiros, sob o nome de "Luanda Leaks", que detalham esquemas financeiros de Isabel dos Santos e do marido, Sindika Dokolo, que estarão na origem da fortuna da família.

A filha do antigo presidente angolano terá tido a conivência de governantes de vários países, incluindo Portugal.

Na TSF, o diretor executivo da Associação Transparência e Integridade, João Paulo Batalha acusa o Eurobic de ser "uma ferramenta para os negócios corruptos de Isabel dos Santos em Portugal". O dirigente quer ainda saber como foi possível fazer a transferência de 57 milhões de dólares do banco, liderado por Teixeira dos Santos, "sem que a transação tivesse sido sinalizada às autoridades portuguesas".

João Paulo Batalha exige explicações às autoridades judiciais, regulatórias e, "antes de mais, às autoridades políticas".

"Todos devem explicações. Houve desde sempre cumplicidade política, promiscuidade entre os governantes e chefias do Estado. Portugal tem que repensar a sua relação com Angola e é altura de pormos as cartas na mesa e revelarmos as redes de apoio a estes negócios e as redes de cumplicidade política".

"Há responsabilidades portuguesas em muito do que é revelado nestes ficheiros e isso tem que ser apurado não só em termos judiciais mas também em termos políticos. São cumplicidades que vêm de longe", acusa João Paulo Batalha.

Isabel dos Santos, acusada de ter transferido 115 milhões de dinheiros públicos angolanos para o Dubai, afirma que a investigação é baseada em papéis e informações falsas.

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