Surto de anthrax pode ter matado mais de 100 elefantes no Botswana

Animais estão a consumir solo infetado com esporos da bactéria Bacillus anthracis.

Um surto de anthrax pode estar na origem da morte de mais de 100 elefantes no Botswana ao longo dos dois últimos meses.

Fontes do governo do país, citadas pela Reuters, adiantam que "as investigações preliminares sugerem que os elefantes estão a morrer de anthrax, enquanto outros morreram devido aos efeitos da seca.

O Departamento de Vida Selvagem e Parques Naturais do país explica que "devido à seca, os elefantes acabam por ingerir solo enquanto pastam, ficando expostos aos esporos da bactéria que causa o anthrax", a Bacillus anthracis.

A Elephants Without Borders (Elefantes Sem Fronteiras) explica que, através de uma observação aérea, conseguiu perceber que as carcaças de elefante aumentaram em 593% entre 2014 e 2018, principalmente devido à caça ilegal, à qual se junta a seca como fator de mortalidade.

Segundo as autoridades, as mortes mais recentes ocorreram no Rio Chobe e na zona de Nantanga, no norte do Botswana, onde esta semana foram encontrados 14 elefantes. As carcaças dos animais vão ser queimadas para impedir que o surto de anthrax alastre a outros animais.

De acordo com o Centro para a Prevenção e Controlo de Doenças dos Estados Unidos, o anthrax é causado por uma bactéria encontrada naturalmente no solo e afeta animais domésticos e selvagens quando estes inspiram ou ingerem esporos em solo ou água contaminados.

O anthrax não é contagioso e os humanos só podem ser infetados através da ingestão da bactéria. Pode ser prevenido nos animais com vacinação regular.

No Botswana estão quase um terço dos elefantes do continente africano - cerca de 130 mil - e o país cancelou a proibição sobre a caça de grandes espécies para combater um conflito em crescimento entre humanos e animais selvagens.

A seca extrema no Botswana - que afeta outros países no sul de África - é causada pela falta de chuva, que tem estado abaixo da média desde que o El Nino atingiu o país, em 2015.

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