União Europeia acrescenta 54 indivíduos e 10 entidades russas à lista de sanções

À lista de sanções foram acrescentados o presidente da câmara de Moscovo, membros do Estado e de órgãos provinciais, líderes ou funcionários militares de alto nível.

O Conselho da União Europeia impôs medidas restritivas a mais 54 indivíduos e 10 entidades pelo seu envolvimento na agressão militar russa contra a Ucrânia, contando esta lista já com 1212 pessoas e 108 entidades sancionadas, foi esta sexta-feira divulgado.

A ampliação da lista de alvos de sanções por parte da União Europeia (UE), publicada em Jornal Oficial, complementa o novo pacote de sanções adotado esta semana pelos 27 do bloco europeu, em grande parte de 'ajustamentos' aos seis pacotes anteriormente adotados, com vista ao seu alinhamento com as sanções dos parceiros do G7 (as sete maiores economias mundiais) e para garantir a eficácia da sua implementação.

O novo pacote introduz a proibição de importações de ouro russo.

Entre os indivíduos agora acrescentados à lista contam-se altos responsáveis da cena política e cultural russa, tais como o presidente da câmara de Moscovo, membros do Estado e de órgãos provinciais, líderes e funcionários militares de alto nível, políticos nomeados em territórios ucranianos invadidos pela Rússia, membros do clube de motociclistas nacionalistas Nightwolves, propagandistas e principais patrocinadores de negócios.

As entidades sancionadas incluem o Sberbank, uma importante instituição financeira, o clube Nightwolves, empresas que operam no setor militar e na indústria da construção naval -- alegadamente envolvidas no bloqueio e roubo de cereais ucranianos -, e uma variedade de entidades que divulgaram propaganda pró-Kremlin e anti-ucraniana, segundo aponta o Conselho.

"Estamos a adicionar à lista outro grande banco russo, o Sberbank, e a impedi-lo de realizar transações fora da Rússia. Estamos também a acrescentar mais indivíduos envolvidos na agressão não provocada da Rússia contra a Ucrânia, tais como oficiais militares, o clube de motociclistas Nighwolves e agentes de desinformação", comentou o Alto Representante para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Josep Borrell.

O Conselho acrescenta que, "tendo em conta o facto de o regime sírio prestar apoio, incluindo apoio militar, à agressão militar não provocada e injustificada da Rússia contra a Ucrânia", decidiu também enumerar seis indivíduos e uma entidade "envolvidos no recrutamento de mercenários sírios para combater na Ucrânia ao lado das tropas russas".

No total, as medidas restritivas da UE relativas a ações que minam ou ameaçam a integridade territorial, soberania e independência da Ucrânia aplicam-se agora a um total de 1.212 indivíduos - entre os quais o Presidente russo, Vladimir Putin - e 108 entidades.

Estes indivíduos e entidades estão sujeitos a um congelamento de bens, e os cidadãos e empresas da UE estão proibidos de colocar fundos à sua disposição.

As pessoas singulares estão adicionalmente sujeitas a uma proibição de viagem, que as impede de entrar ou transitar pelos territórios da União.

Desde fevereiro passado, mês em que Moscovo lançou a invasão da Ucrânia, a UE já adotou seis pacotes de sanções, sendo que os dois últimos abrangeram o setor energético -- um embargo ao carvão russo, no quinto, e uma proibição parcial às importações de petróleo russo, no sexto.

Entre as sanções adotadas nos últimos meses, destaca-se também o congelamento das reservas do Banco Central russo na UE e a exclusão de várias entidades russas do sistema Swift para transações financeiras.

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