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O conselho de ministros da Energia da União Europeia chegou esta quinta-feira a acordo com o Parlamento Europeu para um aumento da produção de energia elétrica proveniente de fontes renováveis.
O objetivo é chegar a 42,5% de energia renovável até 2030, praticamente o dobro face aos 22% atuais.
O acordo, também uma medida necessária para combater a dependência da energia russa, terá agora ser submetido a uma votação final no Parlamento Europeu.
Pedro Nunes, coordenador da Área Clima, Energia e Mobilidade da associação ambientalista Zero, considera que este aumento poderá não ser suficiente para cumprir a meta de redução de emissões prevista no acordo de Paris, mas sublinha que é uma medida de extrema importância.
Este acordo, diz, "coloca a fasquia relativamente alta", tendo em conta que a "incorporação de renováveis neste momento é baixa", e adequa-se aos objetivos "que já tínhamos em cima da mesa por parte da União Europeia".
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"É uma boa notícia, o que nós receamos é que seja uma notícia ainda insuficiente"
Por outro lado, Pedro Nunes destaca que Portugal está em vantagem, já que a incorporação de renováveis é superior à média europeia.
"Na União Europeia temos neste momento uma incorporação de renováveis que ronda à volta de 22%. Em Portugal temos mais. Temos neste momento talvez à volta de 34 ou 35%."
Portugal não terá uma tarefa tão difícil como outros países, diz Pedro Nunes
A longo prazo, a União Europeia tem como meta tornar-se uma economia "climaticamente neutra" até 2050, com zero emissões de gás com efeito de estufa.