"Vou ficar em quarentena." Português retirado de Wuhan conta experiência e espera voltar à cidade

A TSF falou com Miguel Matos, um dos 17 portugueses retirados de Wuhan por causa do coronavírus.

Aliviados por estarem em espaço europeu, os 17 portugueses retirados de Wuhan por causa do coronavírus anseiam agora por chegar a Portugal, depois de uma paragem em Marselha, França, onde vão fazer novos exames médicos. Miguel Matos é um desses portugueses e revela à TSF que vai ficar de quarentena quando chegar a Portugal.

"Vou ficar em quarentena. Eu e os meus colegas mais próximos decidimos ficar em quarentena. Acho que a maior parte das pessoas vai optar por isso", adianta à TSF.

Quanto à viagem, Miguel Matos diz que tudo decorreu tranquilamente: "A viagem foi tranquila, dentro do esperado, com muitas medidas de segurança, check up do nosso estado de saúde lá em Wuhan e agora aqui em Marselha teremos nova verificação. A seguir viajaremos para Lisboa num avião da Força Aérea."

A vontade de Miguel Matos é que a situação em Wuhan melhore para poder voltar à rotina: "Tenho esperança de que as coisas em Wuhan melhorem para que, num futuro próximo, possamos voltar para o nosso trabalho."

À TSF, o português conta que Wuhan é neste momento "uma cidade fantasma". "Ontem, às quatro da tarde cruzámo-nos com quatro ou cinco pessoas na cidade. Nas estradas cruzámo-nos com muito poucos carros. É uma cidade parada, com as pessoas fechadas em casa com receio", explica.

Os 17 portugueses retirados de Wuhan estão "agradecidos" à embaixada portuguesa pelo trabalho que tem feito junto da comunidade nesta fase delicada: "A embaixada portuguesa tem feito um trabalho fantástico, desde a nossa recolha em nossas casas até ao processo de embarque dos autocarros, do avião, têm estado sempre presentes e estamos a par sempre de tudo. Estamos muito agradecidos. Temos sido muito bem acompanhados."

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