Carneiro com via verde para manter liderança do PS. Data das diretas aprovada por unanimidade

José Luís Carneiro
Marcos Borga/Lusa
O PS está focado na "mobilização" do eleitorado por Seguro, sem desarmar ao sabor das sondagens
O PS aprovou, por unanimidade, a data para as eleições internas e para o congresso do partido, na reunião da Comissão Nacional. As diretas estão marcadas para 13 e 14 de março, com o congresso a acontecer duas semanas depois, a 27, 28 e 29 de março, em Viseu.
José Luís Carneiro é, para já, o único candidato a secretário-geral do PS e o presidente do partido, Carlos César, não prevê que possa surgir um concorrente. Eleito há apenas sete meses para secretário-geral do PS, onde também foi candidato único, José Luís Carneiro tem via aberta para manter o cargo.
"Nós esperamos que as diretas decorram com o espírito democrático que sempre decorreram no Partido Socialista. Quanto aos candidatos, não faço a menor ideia, mas é de presumir que pelo menos o candidato mais forte e comummente aceite é o José Luís Carneiro", prevê o presidente do PS, Carlos César, que admite "não ter notícias de que exista qualquer outra candidatura".
Ou seja, José Luís Carneiro até pode concorrer sozinho, como aconteceu em junho passado. O congresso, em Viseu, vai servir também para a eleição de presidente do partido e Carlos César não revela, para já, se está disponível para prolongar o mandato.
"Quando lá chegarmos, veremos", atira, preferindo concentrar-se na eleição para o Palácio de Belém, que vai acontecer dentro de duas semanas. O repto é pela mobilização, sem desarmar ao sabor das sondagens, a pensar num "futuro de esperança" e com "influência do PS".
Carlos César admite que "quando existe uma presunção de vitória muito forte de um candidato, há sempre uma menor atenção dos seus eleitores potenciais e isso pode prejudicar a dimensão da sua vitória". Apela, por isso, na ida às urnas também pela "vitória da democracia" face à candidatura de André Ventura.
Apesar das resistências iniciais, com António José Seguro na segunda volta, o PS está empenhado numa "votação expressiva". Carlos César está convencido de que "uma grande maioria do eleitorado da AD" está ao lado do candidato do PS na segunda volta.