
José Sena Goulão / Lusa
Governo apresentou hoje a Iniciativa Nacional Competências Digitais e.2030 - INCoDe.2030, que pretende, até 2030, melhorar as competências nas áreas das tecnologias de informação e comunicação.
"Precisamos de outro tipo de competências. Temos as competências digitais à nossa mão. E esse é o grande desafio que temos pela frente", disse António Costa, no Thetro Thalia, em Lisboa, durante a apresentação do Portugal INCoDe.2030, que irá decorrer até 2030.
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Segundo o Governo, a iniciativa tem como objetivo "generalizar a literacia digital", "estimular a empregabilidade", a "capacitação e a especialização profissional em tecnologias e aplicações digitais" e "produção de novos conhecimentos nas áreas digitais".
Num pais em que as percentagens de habitações com acesso à internet e de indivíduos que trabalham 'online' é inferior à media na União Europeia, o primeiro-ministro quer que a aposta nas competências digitais seja uma realidade, seguindo, dessa forma, o caminho para um país "mais desenvolvido e mais competitivo".
"O nosso modelo de desenvolvimento tem de assentar em dois fatores fundamentais: inovação e qualificação. E, para isso, as competências digitais são essenciais, defendeu António Costa, que considera que só com essas competências Portugal poderá "mudar o paradigma" e sair de uma "prolongada estagnação que afeta o país desde 2000".
Entre as "metas" definidas no programa estão, por exemplo, aumentar o numero de especialistas em tecnologias de informação, fazer crescer o número de doutorados ou dotar todas as habitações de ligação à internet até 2030.
Além do primeiro-ministro, António Costa, a apresentação contou ainda com as presenças do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor; da ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, Maria Manuel Leitão Marques; do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues; e ainda dos secretários de Estado do Desenvolvimento e Coesão, Emprego e Indústria.
De acordo Manuel Heitor, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, o programa quer dar "confiança às futuras gerações e colocar Portugal no topo das competências digitais na Europa até 2030", tendo por base cinco pilares: inclusão, educação, qualificação, especialização e investigação.