
José Sena Goulão (arquivo)
"O estado de calamidade não termina hoje porque há riscos que precisamos de acautelar", informa António Leitão Amaro
O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, anunciou na conferência de imprensa do Conselho de Ministros que o Governo declarou o estado de calamidade para pelo menos 60 municípios até ao próximo domingo.
O Governo declarou o estado de calamidade desde as 00h00 do dia 28 até ao dia 1 de fevereiro até às 23h59.
"O estado de calamidade não termina hoje porque há riscos que precisamos de acautelar", informa o ministro.
Territorialmente, o estado de calamidade aplica-se em 60 municípios da região Centro - desde o concelho de Mira, a Norte, até aos de Lourinhã e Torres Vedras, a sul -, mas podem ser acrescentados outros concelhos.
António Leitão Amaro afirma que o aparelho de Proteção Civil está em prontidão máxima desde a noite de terça para quarta-feira.
O Governo alerta os portugueses que "se o fenómeno mais extremo passou, os efeitos desta tempestade não passaram", prevendo-se "precipitação e risco de cheias em zonas sensíveis".
O Conselho de Ministros ordenou ainda o levantamento de danos no imediato, a ser feito pelas CCDR em colaboração com os muncípios e outras instituições.
António Leitão Amaro garante que o Governo "continuará no terreno" e vai manter o estado de prontidão máximo nos próximos dias.
O ministro anuncia que o Conselho de Ministros aprovou o enquadramento inicial da conseção de apoios às vítimas, começando com os que precisam "de apoio urgente", as famílias das vítimas, recuperação de edifícios do Estado e municipais e àqueles que perderam bens.
"O apoio estadual é sempre complementar e subsidiário aos seguros", avisa António Leitão Amaro.