João Lourenço para Marcelo: "Sinta-se como uma estrela no firmamento angolano"

Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa (E), brinda com o Presidente da República de Angola, João Lourenço (D), após ter sido condecorado com a Medalha da Ordem Agostinho Neto, no primeiro dia da visita de Estado a Angola entre 6 e 9 de março, no Palácio Presidencial, em Luanda, Angola, 06 de março de 2019. JOÃO RELVAS/ LUSA
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O Presidente angolano mostrou-se confiante no futuro das relações bilaterais com Portugal. Marcelo reiterou que os angolanos podem contar com o povo português para a "missão renovadora e recriadora".
O Presidente da República admitiu que Angola vive "um novo momento, protagonizado com um projeto de paz, democracia, regeneração financeira, desenvolvimento económico, combate à corrupção e afirmação regional e mundial". Num discurso proferido antes do jantar oficial com o homólogo João Lourenço, Marcelo Rebelo de Sousa garantiu que Portugal "segue com empenho" a aposta nas reforma do país africano.
"Podem contar connosco, na vossa missão renovadora e recriadora. Portugal estará sempre e cada vez mais ao lado de Angola. Do mesmo modo convosco contamos e com a vossa incansável solidariedade. Contamos com dezenas de milhares de angolanos que todos os dias ajudam a construir o nosso futuro, que estarão sempre no nosso e no meu pensamento", garantiu o chefe de Estado.
Por sua vez, João Lourenço mostrou-se muito confiante no futuro das relações bilaterais entre os dois países e deixou um apelo a Portugal para a realização das primeiras eleições autárquicas em Angola, em 2020.
"Tratando-se de uma experiência a ser implementada na cultura política do nosso país, gostaríamos de contar com o apoio dos países amigos, no caso de Portugal, por possuir uma longa tradição e experiência nesse domínio. Desde que pisou o nosso solo pátrio e, enquanto durar a visita de Estado, sinta-se como a estrela mais brilhante no firmamento angolano", realçou o Presidente angolano, elogiando "a popularidade" que Marcelo tem entre o povo angolano, "traduzida nas ondas de afeto" que é recebido nas ruas.