"Aliado dos portugueses." Jorge Pinto afasta-se de Cotrim de Figueiredo e junta saúde à mobilidade

O candidato à Presidência da República, Jorge Pinto (2-E), durante a visita ao Grassa, Centro Social das Antas, numa ação de campanha para as eleições presidenciais de 18 de janeiro, em Esposende, 09 de janeiro de 2026. HUGO DELGADO/LUSA
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O candidato apoiado pelo Livre defende reage às declarações de Cotrim de Figueiredo e recusa ser "aliado" de qualquer Governo. Durante uma visita a um centro de dia no concelho de Esposende, Jorge Pinto aborda ainda a saúde, a mobilidade, a habitação, e a preocupação dos idosos com o futuro
Jorge Pinto afirma que a única aliança com que se compromete é com os portugueses, tal como obriga a Constituição. É a reação do candidato apoiado pelo Livre às palavras de Cotrim de Figueiredo, que esta sexta-feira anunciou que dirigiu uma carta a Luís Montenegro a confirmar que, se for eleito chefe de Estado, está disponível para ser um "aliado construtivo" do Governo.
"O Presidente da República não tem de ser aliado de ninguém a não ser dos portugueses e do seu país, e é isso que me interessa. Eu não estou na campanha para ser aliado de quem quer que seja. A única aliança construtiva que me comprometo é com os portugueses porque é isso que a Constituição nos obriga", afirmou, resposta aos jornalistas.
Pela primeira vez durante a campanha, Jorge Pinto visitou um eleitorado mais sénior e não sai de mãos a abanar. Consigo levou um coração de barro feito pelos utentes do Grupo de Ação de Solidariedade Social de Antas (GRASSA), no concelho de Esposende. Já aos jornalistas, aproveitou para deixar a garantia de que os mais velhos também estão preocupados com o futuro.
"Muitas vezes, quem mais me fala da necessidade de proteger e preservar o país a longo prazo, são as pessoas mais velhas, porque são elas que percebem bem que o legado que querem deixar tem de ser um legado bom. São elas que sofrem diariamente com as dificuldades dos seus filhos e dos seus netos e por saberem que não as conseguem ajudar como gostariam de ajudar", sublinhou.
"Portanto, se falarmos de longo prazo, estas pessoas certamente vão ouvir esse apelo e vão estar com ele."
Numa altura em que a saúde tem marcado atualidade, Jorge Pinto acrescentou a este tema a mobilidade, um desafio sentido por muitos portugueses e, em especial, pelos idosos. "Poder ir a um hospital, poder ir a uma consulta, para muitas destas pessoas, implica poder ter um táxi que as vai buscar a casa, implica ter alguém que as consiga ir levar a essa consulta. E se esse alguém, muitas vezes, não pode ser um familiar direto, então o Estado tem de garantir que estas pessoas conseguem aceder aos cuidados de saúde.", defendeu.
Na sala de convívio, o candidato falou com os idosos que frequentam este centro de dia, e ouviu o desabafo de Crisálida Costa, que se confessou "desiludida com a política." "Eu era cozinheira, mas fui delegada na sindical como operária fabril. Quando eu precisei, ninguém me ajudou." O deputado responde que é "preciso mudar isso".
"É, sobretudo, dar condições e reconhecer as pessoas como a senhora que tanto deram pelo país."
Jorge Pinto voltou a desafiar o Governo a construir mais habitação pública. "Aqui que eu quero é um Estado que assuma as suas responsabilidades. Portugal tem pouquíssima habitação pública, cerca de 2%. Quero um Estado que seja também corajoso, que construa habitação pública, que gira essa habitação, e que a ponha no mercado de arrendamento que efetivamente são moderados e que os portugueses possam passar - porque 2300 não são [moderados]", disse.
Notícia substituída às 15h10
