Liberais não se entendem e estatutos mantêm-se. Nem à segunda votação houve solução

Manuel Fernando Araújo/Lusa
Nenhuma das duas propostas em cima da mesa teve os dois terços de votos favoráveis necessários para alterar os estatutos
Em cima da mesa estavam duas propostas de alteração dos estatutos, uma afeta à atual direção e outra da oposição interna, mas a primeira votação deixou tudo na mesma. E à segunda, nada se alterou. Os liberais vão deixar Santa Maria da Feira com os mesmos estatutos com que entraram na convenção.
A proposta próxima da direção, na segunda ronda, alcançou 58,86%: 319 votos a favor, 144 contra, 51 abstenções e 28 votos não expressos. Já a proposta de “Estatutos + Liberais” obteve 55 votos a favor (28,60%), 318 votos contra, 51 abstenções a 18 votos não expressos.
Numa primeira votação, a proposta afeta à direção obteve 291 votos a favor, 162 contra, 57 abstenções e 32 não expressos, com 53,9%. Ainda mais longe dos dois terços ficou a proposta da oposição interna, entre os quais o fundador da IL Miguel Ferreira da Silva e o ex-candidato presidencial Tiago Mayan Gonçalves, obteve 157 votos a favor, 316 contra, 42 abstenções e 27 não expressos, o que resulta em 28,9%.
Quer isto dizer que os liberais vão mais cedo para casa, no primeiro dia de trabalhos, apesar de a agenda antecipar mais discussão durante a noite. O segundo dia de trabalhos vai ser dedicado à apresentação e votação do programa político, que precisa de maioria simples para ser aprovado.
Rui Rocha vai encerrar os trabalhos, com um último discurso, e resta saber que conclusões vai retirar desta derrota na convenção. Até João Cotrim de Figueiredo subiu ao púlpito para apelar ao voto na proposta da direção, mas não foi suficiente para a aprovação.