Malheiro considera Moedas "tudo menos liberal", Rocha alerta para perfil dos candidatos autárquicos

Em debate na TSF, o único da contenta interna, Rui Rocha não desfez o tabu quanto a coligações para as autárquicas
Rui Rocha e Rui Malheiro, candidatos à liderança da Iniciativa Liberal (IL), não definem, para já, quais as autarquias em que o partido pode avançar em coligação com o PSD. Lisboa é um dos casos em cima da mesa, mas as conversas estão suspensas. O opositor interno, no entanto, considera que Moedas “é tudo menos liberal”.
Em debate na TSF, o único da contenta interna, Rui Rocha não desfez o tabu quanto a coligações para as autárquicas deste ano. As conversas com o PSD, para possíveis coligações, estão suspensas e qualquer acordo será firmado apenas para autarquias onde seja possível ganhar, com um programa que “traga mudanças” aos municípios.
É essa a lógica para “Lisboa, Porto” ou em qualquer autarquia, quando questionado se tem interesse em coligar-se com Carlos Moedas na capital. Resposta pronta tem Rui Malheiro quanto ao edil de Lisboa, que “é tudo menos liberal”.
Rui Malheiro acusa ainda o atual presidente da Comissão Executiva de não visitar os núcleos territoriais do partido, e garante que “há muitas candidaturas que já estão a ser apalavradas”: “O que nós não queremos é trocar cargos por moedas”.
Neste caso, tanto em Lisboa, como no Porto, como em Faro, o que nós queremos é políticas liberais. E essas políticas liberais, normalmente, só se fazem em pista própria. Já vimos que o PSD, o Chega e o PS são mais do mesmo, são exatamente o mesmo sistema”, acrescentou.
Rui Rocha defende, no entanto, que este é o tempo dos núcleos, mas há um “conjunto de critérios que podem justificar a exceção” e alerta para o perfil de todos os candidatos, lembrando que, em Loures, Ricardo Leão “manchou” o PS quando admitiu despejar de habitações públicas os que se envolveram nos tumultos em Lisboa.
“Vimos bem como um caso de um autarca pode manchar o nome do partido e, portanto, uma marca demora muito tempo a construir. E desbarata-se em pouco tempo se não formos claros na sanção e na condenação deste tipo de situações. Portanto, têm que ser soluções de confiança, têm que ser soluções que tragam mudança às pessoas”, avisou.
A convenção que vai eleger o líder do partido está marcada para 01 e 02 de fevereiro, no Pavilhão Paz e Amizade, em Loures. A nova contenda interna decorre dois anos depois das últimas eleições, que juntaram Rui Rocha, Carla Castro e José Cardoso. Dos três, apenas Rui Rocha continua como membro do partido.