Marcelo Rebelo de Sousa à TSF sobre depressão Kristin: "Temos de ter a noção que a resposta vai sempre a correr atrás do prejuízo"

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa
Créditos: Estela Silva/Lusa
Questionado pela TSF sobre se a resposta do Governo chegou tarde, o Presidente da República afirmou que houve "boas decisões", mas admitiu que, perante o que aconteceu, não há como responder rapidamente. O chefe de Estado considerou também que tem de haver um esforço contínuo e prever-se antecipadamente fundos para calamidades
Marcelo Rebelo de Sousa considerou, na sexta-feira, em entrevista à TSF, que qualquer resposta a uma calamidade, como a causada pela depressão Kristin, "vai sempre correr atrás do prejuízo". Questionado pela TSF, quando ia ainda a caminho de Leiria, sobre se a resposta do Governo chegou tarde, o Presidente da República afirmou que houve "boas decisões", mas admitiu que, perante o que aconteceu, não há como responder rapidamente.
Relativamente à resposta da Proteção Civil, Marcelo lembrou que este é um processo em curso e e podem vir por aí novas inundações. Já sobre se Portugal deve reforçar os meios de proteção, tendo em conta o facto de os fenómenos extremos serem cada vez mais frequentes, o chefe de Estado acredita que se tem aprendido muito nos últimos dez anos. Ainda assim, admitiu que tem de haver um esforço contínuo e prever-se antecipadamente fundos para calamidades.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00h00 de quarta-feira até às 23h59 de dia 1 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.