
Paulo Novais/ Lusa
Em campanha pelas ruas da baixa de Coimbra, o PDR - Partido Democrático Republicano, afirma que é preciso combater a corrupção, e apesar do tema ser muitas vezes abordado pelos partidos do arco da governação, Marinho e Pinto considera que o fazem com hipocrisia.
Empurram o tema da corrupção para a Justiça, quando, para o PDR, a corrupção é um crime político. "Tivemos o ex-primeiro ministro preso quase dez meses, continua impossibilitado de sair da sua residência e ninguém quer falar nisso na campanha eleitoral. O Partido Socialista tinha obrigações acrescidas de debater esta questão, porque tem responsabilidades perante o país", afirma.
O PS não debate a questão Sócrates, mas a Coligação Portugal à Frente (PSD-CDS/PP) também não quer fazê-lo. "O PSD e o Paulo Portas vêm logo dizer que não querem o tema Sócrates na campanha. Mas, porquê? Porque podem vir os submarinos, pode vir o edifício dos CTT em Coimbra. Podem vir todos os casos em que eles estão atolados até ao pescoço", aponta.
A atual política da ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, de colocar uma comarca por distrito está errada. Marinho e Pinto quer uma comarca por concelho, para que a justiça esteja próxima da população. "Esta inovação das comarcas corresponderem à área do distrito é uma inovação da atual ministra da justiça, que se tem portado como uma verdadeira tresloucada. Ela é uma jurista medíocre, formada numa universidade privada, sabe-se lá como, e por isso a senhora não tem a noção do que é a Justiça em Portugal".
E diz o PDR que, em sintonia com as autarquias, a medida não implicaria mais gastos para o Estado e para os contribuintes.
Outra das bandeiras de campanha é o Serviço Nacional de Saúde (SNS) que, para o candidato do PDR, tem sido desmantelado.
"O SNS foi retirado aos portugueses por meios quase fraudulentos. A imposição de taxas moderadoras a pessoas que recebem entre os 200 a 300 euros de reforma por mês, e que gastam quase a totalidade desse valor em medicamentos. O que é isto?", questiona o candidato pelo PDR que, se for eleito, promete acabar com as taxas moderadoras.