
epa06606725 Citizens carry banner that read 'Marielle presente, hoje e semper' (Marielle present, today and always) during a tribute to the Brazilian Councilor Marielle Franco organized by the Socialism and Freedom Party (PSOL) in the Chamber of Deputies in Brasilia, Brazil, 15 March 2018. Marielle Franco, a well-known human rights activist who had become a harsh critic of the Army's intervention in the security of Rio de Janeiro, was shot and killed while traveling in her vehicle after a political event on 14 March. EPA/JOEDSON ALVES
Joedson Alves/EPA
Voto unânime de "veemente condenação pela violência e pelos crimes políticos e de ódio que aumentam de dia para dia no Brasil" e de pesar pela morte da vereadora e do motorista que a acompanhava.
Todos os partidos do Parlamento português assinaram e aprovaram o voto de pesar e condenação pelo assassinato de Marielle Franco e de Anderson Pedro Gomes, transmitindo as condolências aos seus familiares, ao PSOL e ao povo brasileiro".
O voto "exprime a mais veemente condenação pela violência e pelos crimes políticos e de ódio que aumentam de dia para dia no Brasil".
"O mandato de uma mulher negra, favelada, periférica, precisa estar pautado junto aos movimentos sociais, junto à sociedade civil organizada". Estas foram algumas das últimas palavras proferidas de Marielle Franco, vereadora do Partido Socialismo e Liberdade na cidade brasileira do Rio de Janeiro, mulher, negra, lésbica, ativista, defensora intransigente dos Direitos Humanos e autointitulada "cria da favela da Maré" que foi brutalmente assassinada a tiro na passada quarta-feira, dia 14 de março, no Brasil, à saída de uma sessão pública de empoderamento das mulheres negras" pode ler-se no voto aprovado.
O texto recorda ainda que Marielle Franco "foi a quinta vereadora mais votada do Rio de Janeiro nas eleições de 2016, com mais de 46 mil votos na sua primeira disputa eleitoral. Socióloga, feminista, militante dos direitos humanos e crítica da recente ocupação de vastas áreas urbanas pela intervenção militar do governo federal no Rio de Janeiro, Marielle Franco empenhou-se na luta pelos direitos humanos, especialmente em defesa dos direitos das mulheres negras e dos moradores de favelas e periferias, e na denúncia da violência policial".
O Parlamento guardou um minuto de silêncio.