Portugal ainda é um país de desigualdades mas respostas sociais devem ser diferentes

Passos Coelho recebe o grau de Mestre Maior da Confederação Internacional das Misericóridas
Tiago Petinga/Lusa
Perante o presidente da União das Misericórdias, o primeiro-ministro defendeu que a realidade do país é agora diferente e que os portugueses vão ter mais rendimentos.
A pouco menos de um mês das eleições, Pedro Passos Coelho defende que o pior já passou e que, apesar de os últimos 4 anos terem sido tempos difíceis para o país, os portugueses podem agora olhar para o futuro com mais optimismo.
Mas perante os representantes das misericórdias, o primeiro-ministro, que falava durante a cerimónia em que recebeu uma condecoração da Confederação Internacional das Misericórdias, admitiu que há ainda um longo caminho a percorrer e que Portugal é, ainda "um país de profundas desigualdades sociais".
"Precisamos de resolver problemas que, ainda que sendo antigos, têm hoje fórmulas novas e afetam as pessoas de uma forma profundamente desigual", disse o governante. Desigualdades que o primeiro-ministro promete combater apelando a uma relação ainda mais estreita entre o Executivo e as instituições de apoio social.
O primeiro-ministro considerou, no entanto, que as respostas sociais dadas durante a crise têm que ser, nos próximos quatro anos, "adequadas a outras circunstâncias e a outros tempos".
"Os anos que temos pela frente são anos em que a solidariedade tem ainda uma resposta importante a dar, será uma resposta diferente daquela que tivemos nos anos de maiores dificuldades", disse Pedro Passos Coelho.
"À medida que perseguirmos este caminho da recuperação é muito natural que, juntamente com outras medidas que estão projetadas, os rendimentos dos portugueses possam vir progressivamente a melhorar e as respostas sociais deste tipo que funcionaram tenham que ser adequadas a outras circunstâncias, a outros tempos", realçou.
O primeiro-ministro destacou ainda o papel das cantinas sociais junto das pessoas que mais precisaram de assistência ao nível alimentar, sublinhando que os próximos quatro anos "apresentam outra perspetiva".
Passos Coelho adiantou que Portugal não vai precisar de "tantas cantinas sociais no futuro", sendo, no entanto, preciso outras respostas sociais importantes.