Presidenciais. Já pode inscrever-se para o voto antecipado em mobilidade: saiba como fazer

Foto: Pedro Correia (arquivo)
Em declarações à TSF, André Wemans, porta-voz da Comissão Nacional de Eleições, refere que o número de inscritos nesta modalidade de voto tem aumentado desde 2019
As inscrições para o voto antecipado em mobilidade para as eleições presidenciais arrancam este domingo e decorrem até à próxima quinta-feira. Quem escolher esta opção, pode ir às urnas no dia 11 de janeiro, numa mesa de voto à escolha, para eleger o novo Presidente da República. Em declarações à TSF, André Wemans, porta-voz da Comissão Nacional de Eleições, explica como funciona o registo para esta modalidade de voto.
"Há dois processos para o fazerem: um por via eletrónica, através do site disponibilizado pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, ou por via postal, tendo de indicar o nome completo, data de nascimento, número de identificação civil, morada e o município onde pretendem votar. Os eleitores que pretendam votar antecipadamente, no dia 11 de janeiro, podem indicar em que município o pretendem fazer, não tendo de ser no município onde estão recenseados", explica à TSF André Wemans.
Caso não possam votar no dia 11, apesar de terem realizado a inscrição para o voto antecipado em mobilidade, os eleitores podem mesmo votar no dia 18 de janeiro.
"As primeiras ações que as mesas de voto têm de fazer no dia 18 é dar baixa nos cadernos dos votos antecipados recebidos. Por isso, se um eleitor, embora se tenha inscrito, não tenha de todo votado no dia 11, não está a dar baixa do seu voto, portanto, pode dirigir-se às mesas como no próprio dia", adianta.
Desde as eleições europeias, em 2019, que é permitido votar antecipadamente. A medida tem agradado aos portugueses, como nota André Wemans, que destaca o aumento do número de inscritos.
"Nas últimas legislativas foi registado o número maior de eleitores inscritos para o voto antecipado em modalidade, com quase 333 mil eleitores que se inscreveram, tendo participado 314 mil, ou seja, uma participação na ordem dos 94% dos eleitores que se inscreveram nesta modalidade de voto", adianta.
Já no que diz respeito às últimas presidenciais, houve "quase 197 mil inscritos, mas foi na altura da pandemia e, por isso, pode ter havido uma maior vontade de se votar desfasado do dia eleitoral".
Ainda assim, sublinha, "tem-se verificado um aumento sistemático".
As eleições presidenciais estão marcadas para 18 de janeiro de 2026.
Concorrem às presidenciais 11 candidatos, um número recorde. Caso nenhum consiga mais de metade dos votos validamente expressos, realizar-se-á uma segunda volta a 8 de fevereiro entre os dois mais votados.
Os candidatos são Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.
Esta é a 11.ª eleição, em democracia, desde 1976, para o Presidente da República.
