PS acusa Governo de "falhar" no apoio às populações afetadas pelas tempestades e propõe situação de calamidade até junho

O secretário-geral do PS
Créditos: José Sena Goulão/Lusa
José Luís Carneiro diz que o Governo "está a falhar na resposta às populações" com medidas que "não estão a chegar à vida das pessoas nem à vida dos municípios"
O PS acusou esta quarta-feira o Governo de falhar no apoio às populações afetadas pelas recentes tempestades e defendeu que a situação de calamidade se deve manter pelo menos até ao fim de junho, em mais concelhos.
Num projeto de resolução esta quarta-feira apresentado pelo secretário-geral do PS, propõe-se que a situação de calamidade - que terminou no domingo e abrangia 68 concelhos - seja estabelecida "até 30 de junho de 2026, com reavaliação posterior, para possível prorrogação até 30 de setembro de 2026, e alargando o seu perímetro a outros concelhos que já pediram essa declaração por razões objetivas relativas aos danos que sofreram".
Em conferência de imprensa, na sede nacional do PS, em Lisboa, José Luís Carneiro afirmou que o Governo PSD/CDS-PP "está a falhar na resposta às populações" com medidas que "não estão a chegar à vida das pessoas nem à vida dos municípios" e defendeu que é preciso, antes de mais, estender a situação de calamidade e adotar "mecanismos ágeis".
O PS propõe, entre outras medidas, que a Assembleia da República recomende ao Governo a criação de um "programa de apoio à recuperação das empresas e manutenção do emprego" que preveja "um apoio não reembolsável" de "até três salários mínimos por cada trabalhador", de "um programa complementar de 'lay-off' simplificado" que evite "perdas de rendimento" para os trabalhadores e de um "programa de apoio complementar às famílias para recuperação da habitação".
