
O presidente do Partido Social Democrata (PSD), Rui Rio, durante uma conferência de imprensa sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2019 (OE2019), em Porto, 20 de outubro de 2018. O presidente do PSD disse que vai propor na quarta-feira à Comissão Política Nacional que vote contra a proposta de OE2019, acusando o Governo de António Costa de parecer uma cigarra. FERNANDO VELUDO/LUSA
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Para os sociais-democratas, há uma mensagem "enganadora" a ser veiculada pelo executivo.
O PSD acusa o governo de promover uma "ação de propaganda" em relação aos fundos comunitários e questiona o facto de "se a reprogramação de fundos anunciada era tão urgente, porque é que o executivo não a realizou nos últimos três anos".
O vice-presidente da bancada parlamentar social-democrata considera que a mensagem transmitida pelo governo é "enganadora"ao dar a sensação de que haverá um reforço de verbas para Portugal.
"Não há nem mais um cêntimo, o que estamos a fazer é uma alteração entre rubricas, não há nem mais um cêntimo para Portugal", afirmou António Costa e Silva.
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O deputado rejeita a ideia, defendida pelo executivo socialista, de que haja uma boa execução dos fundos.
"O Governo apresenta uma taxa de execução de 28%, muito inferior em período homólogo, em que a taxa era de 35%", sublinhou.
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António Costa Silva sublinha que "já passaram cinco anos e os socialistas apresentam uma taxa de 28%, muito inferior à do período homólogo, que era de quase 35%, numa altura crítica para o país".
Para o PSD é falso que o governo tenha herdado uma situação de atraso em relação aos fundos comunitários e, além da falta de verbas aplicadas, foi "incompetente" na execução.
Na quinta-feira, o presidente do PSD, Rui Rio, já tinha dito que transmitiu na audiência com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, preocupação com a "baixíssima taxa de execução dos fundos comunitários".