Resposta à depressão Kristin: Ventura fala em excesso de comissões e diz que não sabe "para que servem"

Créditos: Tiago Petinga/Lusa
Apesar de sublinhar que "não é uma questão de ser contra", André Ventura diz que não sabe "para que serve" uma comissão técnica independente para avaliar os efeitos da tempestade Kristin
O candidato presidencial André Ventura quer encontrar responsáveis, mas não diz se concorda ou não com uma comissão técnica independente à resposta à tempestade Kristin.
"Eu acho que temos comissões a mais e acho que temos estudos a mais. Nós precisamos é de duas coisas: responsabilidade e ação", defende, em declarações aos jornalistas, depois de confrontado novamente com a sugestão do Presidente da República.
André Ventura ressalva, contudo, que é preciso perceber o que aconteceu e o que falhou", mas afirma que este processo tem de ser conduzido com "responsabilidade".
"Não pode ser como nos incêndios, em que tivemos os incêndios que tivemos, e no apagão e depois ninguém é responsável", atira.
Apesar de sublinhar que "não é uma questão de ser contra", André Ventura diz que não sabe "para que serve" uma comissão técnica independente para avaliar os efeitos da tempestade Kristin.
"Eu não sei para que é que servirá. Isto não é uma questão de ser contra. É que eu estou farto de estudos e comissões", insiste.
A 250 km do epicentro da tempestade e de visita aos Bombeiros Voluntários de Braga, o candidato denuncia ainda que as Forças Armadas "estão prontas e querem atuar", mas "ninguém as chamou". E, por isso, entende que é preciso apurar responsabilidades a este nível, bem como em relação aos pedidos de apoio à União Europeia.
Na sexta-feira, Ventura defendeu uma "profunda auditoria" à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC). Este domingo, vinca que esse mecanismo pode apurar "o que falhou" em termos de comunicações ou abastecimento de energia, mas não explicou por que seria melhor uma auditoria face a uma comissão técnica independente.
André Ventura quis ainda responder ao autarca de Leiria, que criticou os políticos por aproveitarem a tragédia para fazer campanha.
"A resposta aos autarcas ficará para depois, mas também deixem-me dizer uma coisa. Eu se fosse autarca, neste momento, eu estava era preocupado que chegasse o maior número de ajuda possível à zona onde os meus munícipes estão com dificuldades e não em fazer críticas políticas, francamente", atira.
O candidato presidencial espera que nada mais falhe na imtempérie dos próximos dias.
