Seguro deixa cair a contenção para apelar ao voto: 2.ª volta é sobre "Portugal da liberdade e da democracia"

Créditos: José Coelho/Lusa
António José Seguro promete "trabalhar arduamente cada dia dos próximos cinco anos", caso seja eleito, e pede que seja dada uma vitória "à esperança e ao futuro de Portugal"
O candidato presidencial António José Seguro afirma que é "o Portugal da liberdade e da democracia" que está em causa na segunda volta das eleições presidenciais, num discurso em que deixa cair a contenção dos últimos dias devido às impactos da depressão Kristin para regressar ao apelo ao voto.
O tom mais pesado de campanha com que António José Seguro pautou os últimos dias depois da tragédia do temporal, começa a ficar para trás. Agora, já há música antes das sessões, a que o candidato recusa a chamar comícios. Já se vê uma ou outra bandeira na sala, mas o tema ainda merece destaque no discurso.
"Nós temos de ter um plano energético alternativo. Temos de ter um plano de organização, um plano logístico para prever situações como estas e não dizer "bem, aconteceu agora, não volta a acontecer na nossa vida, talvez só daqui a uns cem anos". Não. Nós temos de ter um Estado preparado para responder nesta situação", vinca o candidato presidencial, durante uma sessão com apoiantes no Fundão, distrito de Castelo Branco.
Seguro, que passou também por Gouveia, no distrito da Guarda, reforça que o Estado não pode ter "pés de barro". Tem, diz, pelo contário, de aprender com as lições nas catástrofes naturais. Mas, agora, já ousa também falar sobre outros assuntos, ao trazer de volta o apelo ao voto.
"Eu prometo trabalhar arduamente cada dia dos próximos cinco anos, a partir do dia 9 de março, se merecer, como espero, a confiança dos portugueses. E pedia-vos em troca que cada um de vós, nestes oito dias até ao dia 8 de fevereiro, trabalhassem também o máximo que puderem junto dos vossos amigos, dos vizinhos, dos colegas de trabalho e dos familiares, para poderem dar uma grande vitória não apenas a esta candidatura, mas à esperança e ao futuro de Portugal. Peço-vos disso, mobilizem-se", pediu.
Reitera ainda que nada ainda está ganho, apesar de as sondagens serem "simpáticas". E dispara contra contra o adversário e a palavra que escolhe não é coincidência.
"Chega de visão, chega de ódio, chega de pôr portugueses uns contra os outros. Nós queremos ser o único povo, plural, e queremos ser um povo que unido é capaz de resolver os problemas que temos pela frente. É sobre Portugal as próximas eleições, é sobre Portugal e sobre este Portugal da esperança, da liberdade, da democracia. Um Portugal humanista", resume.
E, ao contrário do que tem acontecido nos últimos dias, este domingo já havia música preparada no final do discurso: soou o hino nacional.