Sondagem: Há menos indecisos. Seguro não descola, embora seja o escolhido para lidar com falhas do Estado

Créditos: Manuel de Almeida/Lusa
Na sondagem diária da Pitagórica para TSF/JN, TVI/CNN Portugal, 43% criticam atuação do Governo face à tempestade. Em caso de crise, falhas do Estado ou tensão social, mais de 60% indicam que Seguro está mais preparado para lidar com a situação.
António José Seguro parece travar a tendência de queda da última semana, mas as décimas que recupera para os 53,2%, não chegam para atenuar a subida de mais de um ponto de André Ventura que segue com 29,5%, o resultado mais elevado que teve nesta sondagem diária.
Ventura parece beneficiar da redução do número de indecisos que são agora 7,8% e são sobretudo mulheres, eleitores de meia idade e de classes mais baixas, onde o candidato e líder do Chega tem reforçado as intenções de voto.
43% dos inquiridos criticam a forma como o Governo respondeu à situação causada pela tempestade que afetou várias zonas do país: 29% dos eleitores consideram que a resposta foi negativa, e outros 14% que consideram a resposta muito negativa. 25% consideram que a resposta do Governo não foi positiva nem negativa. Do lado oposto, apenas, 23% avaliam a resposta do Governo como positiva.
Do lado dos candidatos, 45% consideram que António José Seguro teve a atitude mais adequada, 18% não sabem ou não respondem, 15% pensam que nenhum dos candidatos esteve bem e 14% escolhem Ventura.
No entanto, é António José Seguro quem se destaca quando é perguntado quem estaria melhor preparado para lidar com crises.
Quase 70 consideram que Seguro iria gerir melhor a tensão social causada pelo aumento do custo de vida, ou uma falha grave nos serviços públicos essenciais como a saúde, transportes ou energia, para defender os interesses do país no caso de uma crise internacional e ainda para recuperar a confiança do país. Acima de 60% defendem também que António José Seguro teria mais capacidade para exigir responsabilidades e melhorar as respostas do Estado. Em todos estes cenários André Ventura não passa dos 20%
A margem entre os dois candidatos fica mais estreita (embora ainda com vantagem para Seguro) quando se trata de pressionar o governo a reagir a uma crise ou a exigir responsabilidades e melhores respostas do Estado. Nesses casos, entre 27 e 35% dos inquiridos parecem reconhecer capacidade reivindicativa a André Ventura, embora a maioria indique Seguro como aquele com maior capacidade de agir.
Nesta altura 24 pontos separam os dois candidatos (Já foram mais de 35 no início desta segunda volta), há 7,8% de indecisos, menos do que ontem e 9,5% de intenções de voto em branco ou nulo.
Nesta semana, aumentou o número daqueles que receiam que o país saia dividido destas eleições, empatando com quem pensa que sairá unido (25% para os dois lados), ainda assim, 44% acreditam que tudo vai depender de quem for eleito.
FICHA TÉCNICA
De 1 a 3 de fevereiro foi recolhida diariamente pela Pitagórica para a TSF, JN e TVI CNN Portugal, uma subamostra, de um mínimo de 202 entrevistas, representativa do universo eleitoral português, tendo por base os critérios de género, idade e região. O resultado do apuramento dos 3 últimos dias de trabalho de campo, implica uma amostra 608 indivíduos que para um grau de confiança de 95,5% corresponde a uma margem de erro máxima de ±4,06%.
O estudo tem como objetivo avaliar a opinião dos eleitores portugueses, sobre temas relacionados com as presidenciais. A taxa de resposta foi 48,87% a direção técnica é da responsabilidade de Rita Marques da Silva