Sondagem: Seguro em vantagem para Belém, mais de um terço quer afastar Ventura

Créditos: José Coelho/Lusa
Na primeira sondagem diária da Pitagórica para TSF, JN, TVI e CNN Portugal, António José Seguro concentra a maioria dos votos de quem votou em Gouveia e Melo, Mendes e Cotrim. Estabilidade e responsabilidade são palavras associadas ao voto
António José Seguro regista 60,9% das intenções de voto, muito acima dos 26,5% de André Ventura, nesta sondagem sem distribuição proporcional de indecisos, porque, como explica a Pitagórica, "com dois candidatos, a distribuição de indecisos deixa de ser neutra: qualquer modelo empurra artificialmente um e penaliza o outro" e "sem histórico de segundas voltas", a opção foi apresentar os resultados diretos.
Seguro lidera também na dinâmica de vitória, com mais de 90% a considerarem que será o vencedor das presidenciais, contra os 7% que apontam Ventura. O candidato que ficou no topo na primeira volta aproveita agora os votos dos adversários que ficaram pelo caminho.

Seguro recolhe 76% de intenções de voto junto de quem diz ter votado em Henrique Gouveia e Melo, 68% dos eleitores de Marques Mendes e mais de metade daqueles que votaram em Cotrim de Figueiredo.
Já André Ventura apenas parece beneficiar de 11% de votantes em Gouveia e Melo e de cerca de 10% de quem escolheu Marques Mendes.
Entre os inquiridos, um terço de quem tenciona votar em António José Seguro admite que é para afastar André Ventura (que tem uma taxa de rejeição que ronda os 68%). Já entre aqueles que votam em Ventura, um em cada quatro afirmam que é para afastar Seguro.
Os indecisos são nesta sondagem 7,3% e encontram-se sobretudo entre quem votou em Marques Mendes e Cotrim de Figueiredo.
"Estabilidade" e "responsabilidade" são as palavras associadas ao voto, seguidas por "esperança".

FICHA TÉCNICA
De 24 a 26 de janeiro foi recolhida diariamente pela Pitagórica para a TSF, JN e TVI e CNN Portugal, uma subamostra de um mínimo de 202 entrevistas representativa do universo eleitoral português tendo por base os critérios de género, idade e região. O resultado do apuramento dos 3 últimos dias de trabalho de campo, implica uma amostra 608 indivíduos que para um grau de confiança de 95,5% corresponde a uma margem de erro máxima de ±4,06%.
O estudo tem como objetivo avaliar a opinião dos eleitores Portugueses, sobre temas relacionados com as presidenciais. A taxa de resposta foi de 48,84% e a direção técnica do estudo é da responsabilidade de Rita Marques da Silva.