"Sondagens não elegem Presidentes: ouvi pessoas dizerem-me que está ganho. Não, não está ganho"

António José Seguro
Créditos: José Coelho/Lusa
Seguro esteve no Porto ao lado do social-democrata Pedro Duarte
O candidato presidencial António José Seguro alertou este sábado que "sondagens não elegem Presidentes" e apelou ao voto, sublinhando que lidera uma candidatura que já não é só sua: "É uma candidatura de Portugal, uma candidatura dos portugueses."
No Porto, ao lado de Pedro Duarte, presidente da câmara eleito pela coligação PSD/CDS/IL, António José Seguro mostrou-se otimista com um bom resultado na corrida a Belém, mas advertiu: "As sondagens não elegem Presidentes. Ainda ontem [sexta-feira] ouvi pessoas dizerem-me que isto está ganho. Não, não está ganho."
"É preciso que cada portuguesa e cada português vote. E o maior número de votos é importante para que o próximo Presidente da República, que espero que seja eu, saia com uma legitimidade eleitoral reforçada", referiu.
Questionado sobre os apoios que tem vindo a receber de vários quadrantes políticos, o candidato mostrou-se feliz, mas reforçou que no dia das eleições é preciso ir votar.
"Tenho sentido que esta candidatura já não é uma candidatura só minha, é uma candidatura de Portugal, é uma candidatura dos portugueses, é uma candidatura de todos os democratas, dos progressistas, dos humanistas", disse
António José Seguro visitou esta manhã o Regimento de Bombeiros Sapadores do Porto e aproveitou para "expressar a solidariedade e também lamentar as ocorrências que houve em determinadas zonas do país" a propósito da depressão "Ingrid".
"Sei que há vítimas humanas, não no sentido de haver mortos, felizmente, mas desalojados e que houve também consequências em termos de bens patrimoniais. Espero que a situação esteja agora mais amena, mas é uma preocupação que tenho e que vou acompanhando durante todo o dia", disse.
No domingo, António José Seguro e André Ventura foram os mais votados na primeira volta das eleições para o Palácio de Belém e vão disputar a segunda volta, em 08 de fevereiro.
O candidato apoiado pelo PS e, agora, também por Livre, PCP e BE, conquistou 31% dos votos e Ventura, líder do Chega, obteve 23%.
Em terceiro lugar ficou Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, com 16,%, à frente de Gouveia e Melo, com 12%, e de Marques Mendes, apoiado pelo PSD e CDS-PP, com 11%.
À esquerda, Catarina Martins (BE) teve 2%, António Filipe (PCP) teve 1,6% e Jorge Pinto (Livre) 0,6%, abaixo do artista Manuel João Vieira, que conseguiu 1%. O sindicalista André Pestana recolheu 0,2% e Humberto Correia 0,08%.
