
Créditos: António Pedro Santos/Lusa
O pedido é justificado pela necessidade de o primeiro-ministro estar no terreno devido ao agravamento da situação em Coimbra, onde a população está a ser retirada devido ao risco de colapso dos diques do Rio Mondego
A IL vai pedir esta quarta-feira o adiamento do debate quinzenal com o primeiro-ministro agendado para esta tarde, devido ao agravamento da situação em Coimbra, disse à Lusa fonte da direção parlamentar.
O pedido será anunciado numa conferência de imprensa da presidente do partido, Mariana Leitão, agendada para esta manhã na Assembleia da República, e é justificado pela necessidade de o primeiro-ministro estar no terreno devido ao agravamento da situação em Coimbra, onde a população está a ser retirada devido ao risco de colapso dos diques do Rio Mondego.
A mesma fonte adianta que, até ao momento, o partido não recebeu qualquer pedido de adiamento deste debate por parte da bancada do PSD.
O debate aconteceria depois da demissão da ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, na noite de terça-feira, a primeira saída do atual Governo PSD/CDS-PP chefiado por Luís Montenegro, foi divulgada através de uma nota no sítio oficial da Presidência da República na Internet.
Face ao risco de as margens do Mondego colapsarem, a Câmara de Coimbra decidiu na noite de terça-feira avançar com uma retirada preventiva em várias zonas do concelho, que abrange entre 2800 a 3000 pessoas, afirmou, na altura, a presidente do município, Ana Abrunhosa.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
