Política Pura

BE critica consensos PS/PSD que se alargam "como uma mancha de óleo"

Jorge Costa diz que se o Governo aprovar as leis laborais com votos do PSD "será muito prejudicial". Silva Pereira responde que "quem quis ficar fora do governo", obriga o PS a procurar outros votos .

Algo mudou desde 2015. O Bloco nota a diferença de comportamento do PS que acusa de ter avançado com propostas em sede de concertação social que" não apresentou nem debateu" com os parceiros da esquerda. E a falta de sintonia pode agravar-se se o PS se voltar para "a direita" para ver aprovadas as mexidas nas leis laborais criticadas pela esquerda.

No programa da TSF Política Pura, Jorge Costa considera que será "muito prejudicial para uma solução política que quer ser credível" que "em matéria laboral, o governo não seja capaz de fazer, com a esquerda, as alterações para combater a precariedade e vá encontrar como aliados na direita e nos patrões".

Sobre a eventualidade de ser o PSD a viabilizar as alterações às leis laborais, Jorge Costa lembra que o Governo "deu espaço e coreografia" à nova liderança social-democrata e que "esses tipos de aproximação, de diálogo e de consenso se vão alargando, como uma mancha de óleo em áreas estratégicas da governação, como a legislação laboral".

Pedro Silva Pereira discorda do diagnóstico, sublinha que "quem mudou foi o PSD" e que "isso criou condições para o diálogo sobre matérias estruturantes num quadro mais alargado. Mas o eurodeputado socialista avisa também que, embora o diálogo preferencial seja com a esquerda, "o Governo minoritário do PS" tem que fazer pela vida.

"Não vejo que isso possa ser motivo de surpresa para quem quis ficar fora do governo como é o caso dos parceiros a esquerda que celebraram um conjunto de posições conjuntas com o governo que não esgotou a agenda governativa e que, por isso, deixam o governo minoritário do PS, na contingência de ter que procurar soluções que viabilizem as suas propostas no quadro parlamentar que existe", sublinha o socialista no programa Política Pura da TSF.

  COMENTÁRIOS