Polémica José Silvano

Duarte Pacheco diz que é "altamente injusto" corte de pagamento por actividade extra parlamentar

Vice-presidente da AR admite que procedimentos de registo de presenças possam ser alterados. O social-democrata defende que "cultura antiparlamentar" vigente é agravada por casos como o de José Silvano e dificulta mudanças por "falta de coragem" de quem decide.

O deputado do PSD, e vice-presidente da Assembleia da República, Duarte Pacheco, admite que os procedimentos de registo de presenças e faltas dos deputados no Parlamento possam ser alterados.

Em declarações à TSF, este sábado, o social-democrata disse concordar com a opinião manifestada por Ferro Rodrigues , presidente da Assembleia da República, que defendeu ao jornal Expresso que há que "banir procedimentos lesivos da credibilidade de qualquer deputado", mas considerou, ainda assim, que o sistema que atualmente existe não é o mais justo.

Questionado sobre que alterações poderiam ser feitas, Duarte Pacheco não concretiza, limitando-se a dizer que essa análise "deve ser feita pelos deputados à porta fechada".

O deputado do PSD acredita que há em Portugal uma forte "cultura anti-parlamentar", que é "agravada" com casos como o do colega de partido José Silvano. Tratando-se de uma ideia generalizada dos cidadãos, sustenta Duarte Pacheco, situações como a do corte de 5% nos salários dos detentores de cargos públicos acabam por não ser alteradas "porque ninguém tem coragem de os repor", temendo as consequências de uma medida impopular.

Na análise que faz sobre a situação do PSD, Duarte Pacheco considera "estranho" que casos como o que envolve José Silvano se sucedam com a direção de Rui Rio, mas sustenta que o presidente do PSD, esta semana ainda em Portugal e depois em Helsínquia, "fez o que era necessário fazer: por um ponto final nesta questão para nos debruçarmos na estratégia que leve o partido a lutar pela vitória dentro de um ano".

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