"Governo não tem estratégia de crescimento económico sustentado. Se tivesse eu estava calado"

O presidente do Partido Social Democrata (PSD), Rui Rio, durante a sua intervenção para os alunos na sessão de encerramento da Universidade de Verão 2018 do PSD, em Castelo de Vide
© Nuno Veiga/Lusa
No encerramento da universidade de verão do PSD, Rui Rio apontou baterias ao que classifica de "degradação completa" dos serviços públicos e não esqueceu o caso do roubo de armas de Tancos.
O presidente do PSD, Rui Rio, defendeu este domingo que o país tem de exigir ao Ministério Público que rapidamente faça a "acusação correta" no caso de Tancos, considerando o Governo "incapaz de dar mais respostas" sobre o caso.
Na sua intervenção no encerramento da Universidade de Verão do PSD, que se estendeu por mais de 50 minutos, Rui Rio apontou o caso das armas roubadas - e em parte recuperadas - do paiol de Tancos há mais de um ano como um "exemplo da degradação dos serviços públicos" pela qual responsabilizou o Governo, sobre o qual disse querer tirar uma conclusão "politicamente correta e outra quiçá mais incorreta".
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"Politicamente está provado que o Governo foi incapaz e não tem respostas para dar, é incapaz nesta matéria, ponto final parágrafo. Podemos e devemos continuar a perguntar, mas eles não vão responder porque não sabem mesmo", afirmou. Por isso, defendeu, "o país tem de exigir" as respostas do ponto de vista judicial e apelou ao Ministério Público para que "faça rapidamente a investigação e diga o que se passou".
Rui Rio afirmou que não consegue ficar calado quando assiste a esta "degradação completa" dos serviços públicos e escolheu o setor da saúde como exemplo daquilo que chama de "autismo do Governo".
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O presidente do PSD criticou ainda o governo de incapacidade e falta de estratégia, a começar pela economia. "Este governo não tem uma estratégia de crescimento económico sustentado. Não tem! Se tivesse eu estava calado. Não tem!", adiantou.
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No discurso para os jovens na Universidade de Verão do PSD, Rui Rio deixou também um recado para consumo interno: os militantes não têm de pensar todos da mesma maneira, mas têm um dever de lealdade.
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"Os militantes partidários não são a massa associativa do partido. São lógicas completamente diferentes. É gente que não pode deixar de ser racional, não pode deixar de ser critica, tem de ter as suas próprias ideias. E não temos de estar todos de acordo. Temos de ser todos leais mas não temos de estar todos de acordo", disse.