
André Kosters/Reuters
O Presidente da República diz que é preciso homenagear os cidadãos ucranianos que vivem em Portugal, pelo contributo que têm dado para o desenvolvimento "económico, social e cultural" do país.
Num momento em que se assinala o 25.º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre Lisboa e Kiev, Marcelo Rebelo de Sousa lembrou, durante visita do homólogo ucraniano, Petro Poroshenko, que Portugal foi um dos primeiros países a reconhecer, em 1992, o território ucraniano.
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De lá para cá, diz o presidente português, o relacionamento entre os dois países tem "evoluído de forma estável positiva", afirmando-se em "vários domínios".
Segundo o chefe de Estado, é esse bom relacionamento entre Portugal e a Ucrânia que será salientado, ainda esta segunda-feira, por via da assinatura de acordos em áreas como a eficiência energética, as energias renováveis e os combustíveis alternativos, com Marcelo Rebelo de Sousa a referir-se a Portugal como um país na "extremidade ocidental da Europa" e à Ucrânia como um Estado de "importância estratégica" que se situa numa região de "enorme potencial".
E, assinalando que a comunidade ucraniana é a terceira com maior peso em solo nacional, o presidente da República lembrou, em jeito de homenagem, todos os que atravessaram a Europa e estão hoje a residir em território português
"Quero prestar uma homenagem muito especial e sentida, de gratidão, aos ucranianos que escolheram Portugal para residir e trabalhar", disse, em Belém, sublinhando o "contributo [da comunidade] para o progresso social, económico e cultural" português.
Nesse sentido, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu ainda que tem sido a comunidade imigrante a grande responsável pelo "fortalecimento das relações" entre os dois países.
"Firma um elo fraterno entre os nossos dois países. Tem sido, certamente, um fator muito importante para o dinamismo das nossas relações bilaterais", disse, perante o olhar atento do presidente ucraniano, Petro Proshenko, que, após as declarações do chefe de Estado português - e após um curto encontro oficial no Palácio de Belém, se mostrou disponível para ajudar a construir, em Portugal, uma casa de apoio à comunidade ucraniana.
No final do encontro entre os dois chefes de Estado ficou ainda a saber-se que o presidente da República português irá visitar a Ucrânia durante a primavera de 2018.