"Professores furiosos? Não me parece tanto assim", diz Centeno

O ministro das Finanças afirma que o atual Governo é um dos que mais respeitou o estatuto da carreira de docente e elege o descongelamento das carreiras como uma das medidas mais difíceis.

Num momento em que continua o braço de ferro entre Governo e sindicatos dos professores - sobre a contagem do tempo de serviço para efeitos de progressão na carreira -, o ministro das Finanças defende que não há qualquer falta de compromisso por parte do Executivo e diz mesmo que "há mais de 14 anos que nenhum Governo respeita tanto" o estatuto da carreira docente como aquele que integra.

Mário Centeno esteve, esta terça-feira, no ciclo de entrevistas públicas "30 Portugueses, 1 País", em Lisboa, onde admitiu ainda que o descongelamento das carreiras - dos professores e de outros profissionais - é das medidas mais difíceis de implementar por parte do Executivo socialista.

"Estamos a falar de descongelar carreiras de 600 mil pessoas. O exercício de informação e o trabalho que isto dá, com dezenas de carreiras distintas - que ainda hoje há na Administração Pública -, todas com questões próprias para resolver, era a medida que, do ponto de vista da sua implementação, era mais difícil, para garantir que houvesse equidade e que a lei fosse respeitada", disse o ministro.

Entrevistado por Luís Osório, o ministro das Finanças esclareceu que este, como outros casos, tem que ver com uma ideia de continuidade, e que aquilo que foi feito pelo Governo foi "respeitar todas as decisões passadas". "O que está em causa é respeitar todas as decisões tomadas entre os exercícios orçamentais de 2011 e 2017", vincou Mário Centeno, que rejeita que haja um clima de grande animosidade entre os docentes e o Executivo socialista.

"Não sei se os professores estão furiosos. Furiosos? Não me parece tanto assim. Agora, é preciso explicar e é preciso que todos entendamos", afirmou o governante, depois de questionado sobre uma eventual fúria por parte dos professores.

Ainda a propósito deste tema, Mário Centeno acrescentou que, por vezes, o problema está na dificuldade de comunicar: "A comunicação é um desafio e nem sempre é possível que vá certeira e com a mensagem a quem tem de ser dirigida", insistiu.

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