PSD diz ser prematuro atribuir culpas a Carlos Costa. Atitude do BE foi "desproporcionada"

Porta-voz para as Finanças Públicas do Conselho Estratégico Nacional do PSD lembra que é preciso esperar pelas informações que venham a ser obtidas na comissão parlamentar de inquérito à Caixa.

O Governador do Banco de Portugal está na mira dos partidos, com o Bloco de Esquerda a considerar que Carlos Costa - que também foi administrador da Caixa Geral de Depósitos entre 2004 e 2006 - deve ser afastado do cargo.

Ouvido pela TSF, Joaquim Sarmento, porta-voz para as Finanças Públicas do Conselho Estratégico Nacional do PSD, considera que é prematuro atribuir responsabilidades a Carlos Costa quanto à gestão danosa da CGD.

"Ninguém que passou pela Caixa está acima da lei, ninguém está à margem de poder ser avaliado e ver escrutinada a sua atuação. Isso também se aplica ao governador. No caso do governador, é importante que a sua participação ou não, ou seja aquilo que efetivamente é responsabilidade dele quando foi administrador da Caixa seja apurado rapidamente dado que, neste momento, exerce as funções de governador e está numa posição em que é importante que seja esclarecido rapidamente aquilo que houver a esclarecer. Até ao momento, não há nada que indique que possa haver qualquer tipo de responsabilidade do governador. Vamos esperar, de forma tranquila, pelo desenrolar daquilo que vierem a ser as informações que se obtiverem", assegurou Joaquim Sarmento.

Dada esta situação, o porta-voz social-democrata critica o Bloco de Esquerda, que pede a exoneração de Carlos Costa. O governador do BdP terá ainda de ser ouvido na comissão parlamentar de inquérito à Caixa.

"Aquilo que o Bloco de Esquerda fez foi colocar já uma nota de culpa em cima do governado, que nos parece completamente desproporcionada. Faz sentido que o governador seja ouvido, claro, pelo facto de ter estado na administração da Caixa e pelo facto de que, a partir de 2010, passou a exercer as funções de governador. Será ouvido como vão ser ouvidos todos os outros responsáveis, à partida. O Bloco de Esquerda, de certa maneira, está a tentar lançar um anátema sobre o governador que, neste momento, não há nada que justifique", considera Joaquim Sarmento, lançando críticas aos bloquistas.

O Bloco de Esquerda concluiu que um governador sob suspeita não tem condições para continuar no cargo. PCP e CDS já mostraram disponibilidade para discutir a resolução anunciada pelo BE, que recomenda o afastamento de Carlos Costa.

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