PGR

Rio critica "partidarização da PGR" e avisa que não fala antes de Costa

Já lhe chamaram o novo tabu de Rui Rio, mas o Presidente do PSD rejeita tal ideia. Rio avisa que não será ele a colocar o assunto da Procuradora-Geral da República em cima da mesa e critica os que andam a "partidarizar" o assunto.

Que Rui Rio não tem uma opinião muito favorável à atuação do Ministério Público, isso é por demais conhecido. Durante a campanha interna do PSD, o tema foi mesmo objeto de debate com Pedro Santana Lopes. Na altura, Rui Rio começou por ser crítico da atuação do MP, para depois reconhecer que tinha havido uma evolução favorável.

Agora que nos aproximamos do fim do mandato de Joana Marques Vidal, há duas grandes perguntas: vai ou não o Primeiro-ministro sugerir a Marcelo Rebelo de Sousa a continuidade da atual Procuradora? E o que pensa Rui Rio, líder do principal partido da oposição, sobre o assunto?

Nos últimos dias não têm faltado vozes dentro do PSD a pedir que o presidente do partido se pronuncie. Um dos primeiros foi Luís Montenegro, no programa Almoços Grátis , a dizer, não só, que Joana Marques Vidal tem todas as condições para continuar, mas também que o PSD se devia pronunciar sobre o tema. Esta sexta-feira foi a vez de Paulo Rangel ter um discurso que vai no mesmo sentido. Nada que demova Rui Rio.

O Presidente do PSD decidiu que não fala sobre o mandato da Procuradora-Geral da República "enquanto o Primeiro-ministro e o Presidente da República não colocarem o problema em cima da mesa". Convidado do programa Bloco Central da TSF, Rui Rio recusa pronunciar-se sobre os méritos ou deméritos de Joana Marques Vidal e sobre a interpretação jurídica que faz sobre a duração do mandato.

À TSF, Rui Rio garante que não quer "nenhum procurador que seja mais afeto ao PSD ou ao PS" e que todo este debate público "é errado". É por isso, diz Rio, que se recusa a "colaborar para que se diga que o partido A quer B, o partido C quer D".

O presidente do PSD atira-se depois aos políticos que têm andado na praça pública a falar sobre o mandato da Procuradora-Geral da República e lembra que "isto tem que ser feito com elevação e sentido de Estado. A partidarização deste tema é um erro."

Rui Rio aguarda que o Governo chame o PSD para se pronunciar sobre este assunto, coisa que, até agora, ainda não aconteceu, garante o líder dos sociais-democratas.

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