Votação por braço no ar não é coisa do PSD. "É típica da esquerda totalitária"

O presidente da distrital de Setúbal do PSD diz que a votação da moção de confiança a Rui Rio tem de ser por voto secreto e acredita que o dia e a hora da votação vão ser alterados.

Bruno Vitorino, presidente da distrital de Setúbal do PSD, não aceita os argumentos do presidente da Mesa do Conselho Nacional do PSD, Paulo Mota Pinto, que sugere aos deputados sociais-democratas que faltem ao trabalho na Assembleia da República, uma vez que a ausência pode ser justificada.

Em declarações à TSF, o líder da distrital de Setúbal afirma que é a imagem do PSD que está em causa. "Até podemos faltar todos e pôr lá uma placa a dizer «encerrado», mas que imagem do PSD é que damos ao país?", questionou.

"O objetivo é impedir que os deputados participem na discussão? Eu não quero acreditar que seja isso!", exclamou Bruno Vitorino.

O líder da distrital de Setúbal defende que o "bom senso" tem de imperar. "Paulo Mota Pinto e a direção política do partido vão refletir e vão perceber que o que estão a fazer é um mau serviço ao PSD e a eles próprios", afirmou.

O social-democrata defende que o sentimento de uma necessidade de mudança é generalizado no interior do PSD. "Como estávamos não íamos lá. Tínhamos de fazer alguma coisa", admite.

No entanto, Bruno Vitorino recusa assumir-se como apoiante de Luís Montenegro: "Eu não sou apoiante de ninguém. Neste momento, não há eleições marcadas. Se vier a haver, decidirei na altura própria."

Ainda não está esclarecido se a votação da moção de confiança a Rui Rio vai ser secreta, mas o líder da distrital do PSD de Setúbal nem quer acreditar que outra hipótese seja equacionada. "Não me passa sequer pela cabeça que não seja a própria Mesa [do Conselho Nacional] ou a direção política do PSD a propor que seja realizada por voto secreto", disse.

"[A votação] por braço no ar é típica de partidos de extrema-esquerda, totalitários. Não é uma coisa que caracterize o PSD", atirou.

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