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O Partido Socialista defende que, a pouco mais de 2 meses das eleições legislativas, o governo já não tem legitimidade para fazer mais privatizações.
João Galamba diz que o governo está a apressar privatizações e defende que agora que o Presidente da República já marcou a data das legislativas, os processos de privatização nas áreas dos transportes, das águas e do ambiente devem ser interrompidos imediatamente.
O deputado socialista considera que a situação é grave e diz que o governo não pode aproveitar as últimos semanas de mandato para concretizar um processo de privatizações e de
"A partir deste momento, impõe-se acrescidos deveres de reserva a todos os agentes políticos e órgãos de soberania. Está em marcha acelerada um processo de privatização nas áreas dos transportes, água e ambiente. O PS exige que estes processos parem imediatamente", declarou o dirigente socialista.
De acordo com João Galamba, estes processos de privatizações devem ser apreciados pelo Governo que resultar das próximas eleições legislativas, "porque qualquer decisão que coloque em causa os interesses do país carece de forte legitimidade".
"Neste final de legislatura, não estão reunidas as condições para que o escrutínio democrático e o escrutínio da ação do Governo possa prosseguir. Isto é tanto mais grave, quanto o Tribunal de Contas tem vindo a demonstrar a existência de graves problemas de transparência, graves problemas de respeito pela lei e de salvaguarda do interesse público", considerou ainda o membro do Secretariado Nacional do PS.
Neste quadro, segundo João Galamba, exige-se ao Governo "que pare os processos de privatizações imediatamente e que não se aproveite das últimas semanas do seu mandato para concretizar um processo de privatizações e de concessões que não têm o apoio maioritário dos portugueses e que não prosseguirão depois das eleições de outubro".
"Depois do falso bombar das exportações e do emprego, resta-nos o bombar das privatizações e o bombar das nomeações na 25.ª hora", acrescentou o membro da direção do PS.