Após temporal devastador, normalidade começa a regressar à Marinha Grande. Comunicações são maior desafio

Créditos: Carlos Barroso/Lusa
A normalidade começa a regressar à Marinha Grande, onde "as vias principais estão já desobstruídas" e onde a eletricidade está gradualmente a ser restabelecida, após a passagem da depressão Kristin, assegurou esta sexta-feira Eduardo Abreu, comandante dos bombeiros voluntários da região.
"Já temos as vias principais de saída e entrada do concelho desobstruídas e cerca de 80% das secundárias também. Também já há algumas zonas do concelho com eletricidade", adiantou, em declarações à TSF, acrescentando que agora surgem situações mais "pontuais".
Ainda assim, sublinhou, uma das grandes dificuldades ainda é a questão das comunicações, numa altura em que "a rede de comunicações Siresp ainda não está restabelecida completamente em todas as áreas do concelho".
Como é que se consegue agir no meio da destruição sem comunicações? "É criar prioridades, definir os objetivos e depois, passo a passo, começar a andar. Como alguém dizia, 'os grandes problemas têm de se fazer pequenos dentro deles'", explicou Eduardo Abreu.
Os bombeiros da Marinha Grande aperceberam-se muito cedo das consequências do temporal, até por aquilo que eles próprios enfretaram no quartel. Desde o primerio momento que atuaram sozinhos, mas agora "até ajuda externa" têm.
"Temos uma máquina do Exército com cinco militares e estamos à espera de mais dois para chegar, que vão para Vieira de Leiria trabalhar. Temos a força especial de Proteção Civil que estão cá com 40 elementos a trabalhar", adiantou Eduardo Abreu.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.