Arruda dos Vinhos: "As pessoas não vão perceber se o estado de calamidade não for decretado"

António Pedro Santos/EPA
Quase todas as estradas em Arruda dos Vinhos ficaram destruídas por causa do temporal. O município pediu que fosse decretado estado de calamidade, mas ainda não recebeu nenhuma resposta do governo
O ministro das Infraestruturas visitou o município de Arruda dos Vinhos, na segunda-feira, altura em que o autarca Carlos Alves pediu que fosse decretado estado de calamidade. Em declarações à TSF, o presidente da Câmara de Arruda dos Vinhos adianta que há "uma sensibilidade da parte do Governo ao pedido, mas não houve um compromisso efetivo".
Mas a resposta, pode vir a ser negativa, já que o presidente da Câmara de Alenquer adiantou esta manhã, à TSF, que o ministro das Infraestruturas está a ponderar criar um pacote de medidas especial para os municípios afetados pelas tempestades onde não foi decretado estado de calamidade.
Questionado sobre essa possibilidade, Carlos Alves garante que "as pessoas não vão perceber se não for decretado estado de calamidade, porque não é um capricho, é uma necessidade, precisamos de reconstruir e o Governo não pode ficar isento de responsabilidades, não podem ser só os municípios a fazer face a esta situação".
Carlos Alves garante que "a situação neste momento está mais controlada", mas há, pelo menos 25 estradas totalmente cortadas e 12 sob vigilância. O abastecimento de água está a ser assegurado e estão a ser resolvidas as situações de falta de energia elétrica. Ainda assim, existem "muitas situações de desalojados e deslocados que estão a ser encaminhados" para as respostas do município, mais de 60 pessoas foram afetadas pelas tempestades. "As condições climatéricas não dão tréguas e vão acentuando aquilo que são as fissuras que estão no terreno e que vão sendo cada vez mais ampliadas", adianta.
O autarca defende que está "na altura de o governo central agir", pede uma "ação firme e musculada de resposta" a todas estas situações. "A calamidade já está no terreno, os autarcas já estão a criar pacotes de medidas para reconstruir os territórios, mas nada é suficiente sem a ação do governo central ", argumenta.