Aulas com robôs e máquinas para ir ao fundo do mar. Uma escola do futuro em Lisboa

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Miguel Laia
Agrupamento de Escolas Dona Filipa de Lencastre, em Lisboa, testa cenário futurista com aulas de robótica onde se aprende a programar cada gesto dos robôs.
E se as aulas, para lá de livros e professores, tivessem robôs ou máquinas para ir ao fundo do mar? O cenário futurista está a ser testado esta semana no Agrupamento de Escolas Dona Filipa de Lencastre, em Lisboa, com alunos do ensino básico. A TSF foi assistir a uma das aulas e encontrou uma sala que o Governo quer tornar realidade com a chamada bazuca europeia.
Aqui, as perguntas aparecem no ecrã de um robô e, depois de alguns minutos, surge o resultado.
"À medida que estão a interagir com um robô estão a receber informação de um robô, mas todos os seus colegas à volta também querem interagir, também estão a produzir conteúdos. Isso acaba por ver-se de uma forma colaborativa", explicou à TSF Bruno Coelho, responsável pela robótica da empresa em exposição, ao ritmo de um robô bailarino que até produz música.
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O especialista em robótica afirmou que, nestas aulas, aprende-se a programar cada um dos gestos do robô e, no fim, vê-se o resultado final. Um resultado que, noutros contextos, pode significar consultas médicas à distância ou até orientações num museu, mas a sala de aula do futuro tem mais do que aulas de robótica.
"Neste momento eles conseguem perceber um bocadinho melhor e, ao seu ritmo, pormenores sobre os astros, oceanos e fundo do mar. Quando conseguimos entrar num espaço de forma virtual, parecendo que estamos a viver dentro dele, retemos muito mais informação", ressalvou o especialista em robótica.
Tudo à distância de uns óculos especiais. Uma tecnologia que já convenceu Laura de Medeiros, diretora do agrupamento de escolas.
"Isto é um excelente complemento, ainda por cima tem a componente de estabelecer pontes, fortalecer a relação humana e criar um bom clima. O centro do nosso trabalho é a dinâmica que se tem na sala de aula ou nos grupos de aprendizagem. É uma ótima ferramenta para os alunos e motivação para aprender", defende Laura de Medeiros.
Os alunos concordam e até vão mais longe.
"Era melhor termos um robô em vez de um professor porque assim o hacker da turma hackeava o computador e estávamos sempre livres", contam.
A sala do futuro parece estar cada vez mais próxima do presente. Para modernizar as escolas, em termos tecnológicos, o Governo disponibilizou mais de 700 milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência.