
José Manuel Pureza
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José Manuel Pureza, em declarações à TSF, defende que o importante é, sem dramas, avançar com uma mudança que é partilhada por uma larga maioria dentro do Bloco de Esquerda. Já Gil Garcia e Daniel Oliveira antecipam que uma nova corrente vai enfraquecer o partido.
«Sem nenhum drama, mas com a noção de que efetivamente aquilo que foi o caminho percorrido pelas três correntes fundadoras precisa agora de entrar num outro momento, agregando a grande maioria dos bloquistas que são pessoas que não têm filiação em qualquer das três correntes fundadoras», afirma.
À TSF, Pureza sublinha que abril é apenas uma data indicativa e que a ideia só avançou depois da convenção do partido que renovou a liderança para não contaminar esse processo.
«Agora é a altura de fazer esta proposta. Repito, sem nenhum drama, sem nenhuma vontade de perturbar o que quer que seja dentro do BE, mas com a vontade de contribuir para um BE mais forte», diz José Manuel Pureza.
O antigo líder paralamentar do Bloco sublinha ainda que «o que é a estrutura do BE não se toca evidentemente, portanto, os órgãos foram eleitos. Não se trata disso».
Num documento de dez páginas, Louçã, Semedo e Pureza apontam dois objetivos: «concentrar energias num trabalho comum para a estratégia socialista e aprofundar uma reflexão ideológica empenhada e construtiva».
O texto é uma segunda versão de um texto finalizado pelos três bloquistas no fim de 2012 e que foi apresentado pela primeira vez aos bloquistas há algumas semanas.
O BE foi fundado em 1999 por Francisco Louçã, Luís Fazenda, Miguel Portas e Fernando Rosas e através da aproximação da UDP, do PSR e da Política XXI, três partidos hoje sob a forma de associações políticas e que representam as correntes fundadoras do partido.