A Câmara de Lisboa espera que a decisão da Comissão Parlamentar de Obras Públicas sobre o contrato de concessão do terminal de contentores «não sacrifique» os objectivos de dinamização do porto e protecção do vale de Alcântara.
A comissão aprovou, esta terça-feira, o projecto de lei do PSD que visa a revogação do contrato que prolongou a concessão do terminal portuário à Liscont até 2042, por ajuste directo e sem concurso público.
O projecto, que tem ainda de ser discutido em plenário, teve os votos favoráveis de PSD, PCP e BE, a abstenção do CDS e o voto contra do PS.
Numa nota divulgada à comunicação social, o presidente da autarquia, António Costa (PS), começa por dizer que o município não faz comentários sobre o assunto, por não fazer parte do contrato.
Ainda assim, o autarca sublinha que o que interessa à Câmara é ter um «porto vivo e a crescer, compatível com áreas de lazer para os cidadãos, e ainda a ligação da Linha de Cascais à Linha de Cintura», integrada no projecto governamental Nova Alcântara.
O responsável espera que estas metas não fiquem comprometidas, bem como a «defesa e protecção do sensível sistema hidro-geológico do vale de Alcântara».
«Esperemos que esta decisão não sacrifique a prossecução de qualquer um destes objectivos», conclui.