Centeno defende que medidas temporárias da pandemia não devem tornar-se permanentes

O governador do Banco de Portugal (BdP), Mário Centeno, durante uma conferência de imprensa do Boletim Económico, onde faz uma análise aprofundada da evolução da economia portuguesa em 2020, em Lisboa, 05 de maio de 2021. ANDRÉ KOSTERS/LUSA
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Medidas como o 'lay-off' simplificado ou as linhas de crédito garantidas não devem manter-se, na opinião do governador do Banco de Portugal.
O governador do Banco de Portugal (BdP), Mário Centeno, afirmou que não se deve tornar permanentes medidas que foram criadas para dar uma resposta temporária à crise.
"Não podemos querer manter no futuro medidas que foram criadas para serem temporárias", precisou o governador do Banco de Portugal, na apresentação do Boletim Económico de maio onde o BdP faz uma análise da economia em 2020.
Estão neste caso, apontou, medidas como o 'lay-off' simplificado ou as linhas de crédito garantidas.
Tornar permanente medidas temporárias é, de resto um dos riscos identificados pelo Banco de Portugal na sequência da atual crise causada pela pandemia de Covid-19, a que juntou outros dois: desigualdade social e a criação de pressão sobre o sistema financeiro.