CNIS faz 45 anos: "Muitas pessoas teriam uma menor qualidade de vida" se não fossem as IPSS

Artur Machado/Global Imagens (arquivo)
A Confederação Nacional de Instituições de Solidariedade (CNIS) apoia neste momento mais de 700 mil pessoas, de mais de três mil associações diferentes. Estas instituições apoiam desde crianças até idosos
O presidente da CNIS garante que se não fossem as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), as pessoas "ficariam muito mais para trás". Lino Maia diz que estas associações dão "qualidade de vida" à população.
O dirigente recorda ainda que o direito à proteção social "não está salvaguardado suficientemente na constituição" em Portugal. Lino Maia acrescenta que este também não é um "direito universal".
De olhos no futuro, Lino Maia acredita que este é "promissor, porque é desafiante". O presidente da CNIS aponta tentações a serem evitadas pela associação. A possibilidade de transformar as IPSS em empresas pode trazer dificuldades para o setor. O padre receia este futuro, pois acredita que levaria as associações a "afastarem-se da sua missão, que é proteger os mais carenciados".
As celebrações dos 45 anos da CNIS vão ser passadas na Sala do Senado da Assembleia da República, com início marcado para as 14 horas. O programa conta com a apresentação do estudo "A importância económica e social das IPSS em Portugal: Central de Balanços 2022 e 2023".
