
Rui Minderico/Lusa
O vice-presidente do Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas considera que as declarações do presidente executivo da PRIO são "ridículas".
O Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas rejeita a ideia de que o acordo no setor possa levar ao aumento do preço dos combustíveis.
O alerta tinha sido lançado pelo presidente da PRIO
, que chamou a atenção para o aumento do preço da gasolina e do gasóleo, no final do ano, devido ao acordo entre os patrões e os motoristas de matérias perigosas.
O vice-presidente do Sindicato, Pedro Pardal Henriques, considera estas declarações "ridículas": "Estão a querer colocar nos trabalhadores uma responsabilidade que não é deles. Aliás, ao longo de mais de 20 anos, assistiu-se a uma clara ilegalidade na fuga ao pagamento de impostos, na escravidão desses trabalhadores que fizeram ao longo destes anos - e alguns ainda continuam a fazer, porque as empresas teimam em não cumprir a legislação - quase 18 horas de trabalho."
Por outro lado, Pedro Pardal Henriques sublinha que "ninguém fala dos milhões de lucro" das petrolíferas:
"É a economia a funcionar, mas ninguém fala, por exemplo, dos 700 milhões de lucro que as petrolíferas dão e querem refletir isso no consumidor final. Não faz sentido. Refletir isto no consumidor comum só vai criar uma revolta na população em geral e nos trabalhadores também", conclui.