
Na véspera do Dia Mundial da Sida, celebrado a 1 de Dezembro, a TSF, em parceria com a Associação Portuguesa para o Estudo Clínico da Sida e com a BMS Farmacêutica, organizou a Conferência Sida: Prevenção, Informação e Diagnóstico.
A conferência contou com a participação de vários especialistas que falaram sobre diferentes temáticas relacionadas com a seropositividade e lançaram uma ideia fundamental para conhecer o real estado da doença em Portugal: a necessidade do acesso generalizado ao diagnóstico.
A primeira intervenção coube ao professor Henrique de Barros, coordenador nacional para a Infecção VIH/Sida, que fez um balanço do combate à Sida em Portugal no período 2007/2010.
No painel «29 anos de pandemia VIH em Portugal», Rui Sarmento e Castro, presidente da Associação Portuguesa para o estudo Clínico da Sida, começou por fazer um historial sobre os marcos importantes ligados à infecção VIH/Sida.
O presidente da APECS falou ainda da terapêutica e dos avanços científicos verificados na última década e que conseguiram fazer com que a Sida seja hoje encarada uma doença grave, mas não tão grave como era encarada há cinco, dez anos.
Neste painel participou também José Manuel Osório, considerado o mais antigo doente com Sida em Portugal, que apresentou o testemunho do que é viver há 26 anos com a doença.
No segundo painel da conferência - Prevenção e Tratamento - falou-se do papel do médico de Clínica Geral e da relação da mulher com o vírus VIH/SIDA.
Teresa Branco, responsável pelo serviço de infecciologia do Hospital Fernando da Fonseca, lembrou a maior vulnerabilidade biológica das mulheres para contraírem a infecção e que , neste momento, representam metade da população infectada pelo VIH/Sida.
Rosa Gallego, em representação da Associação de Médicos de Clínica Geral, defendeu que o papel do médico de família passa por diagnosticar precocemente a doença, para que os doentes possam ter um melhor tratamento e prognóstico, bem como promover a saúde, os estilos de vida saudáveis de modo a evitar novas infecções.
O fecho dos trabalhos da conferência teve a intervenção do secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Manuel Pizarro, que reconheceu algumas falhas no acesso generalizado ao diagnóstico precoce da Sida.
A par desta iniciativa, a TSF transmitiu, também, durante o mês de Novembro, o programa Alerta Sida, onde foram abordadas várias temáticas relacionadas com o VIH/Sida. Pode consultar o arquivo em Programas - Alerta Sida.