Contra uma "epidemia" de "cretinos digitais": professores pedem proibição da IA

Foto: Pedro Granadeiro/Global Imagens
Um grupo de professores do ensino superior defende a proibição do uso da Inteligência Artificial (IA) nas universidades e politécnicos, para que os estudantes não se transformem em robôs, que "deixam de pensar"
O "Manifesto contra o uso da Inteligência Artificial (IA) generativa nos processos de ensino-aprendizagem" é subscrito por dezenas de professores do ensino superior. O texto denuncia uma incapacidade generalizada em "identificar com rigor práticas académicas fraudulentas". Um dos subscritores, o professor João Teixeira Lopes nota, em declarações à TSF, que existe "uma epidemia de trabalhos que são completamente forjados pela Inteligência Artificial, o que induz a uma preguiça e falta de entendimento da parte dos estudantes".
O professor da Universidade do Porto assume que a IA "pode ser útil" em alguns casos, mas aponta erros abundantes, que estão a transformar os estudantes em "cretinos digitais", ou seja, "pessoas que deixam de pensar, deixam de escolher, deixam de escrever e que se transformam em [pessoas] dóceis, obedientes dos algoritmos".
"Isso é o contrário da cidadania", conclui João Teixeira Lopes.
O professor universitário defende que é preciso "parar para pensar, proibindo a inteligência artificial nas teses, na investigação e nos trabalhos de avaliação" do ensino superior.