
Lusa/José Coelho
Marco António Costa, afirmou hoje que a «conturbação e dificuldades internas do Syriza não justificam a invenção de histórias nem de desculpas para envolver terceiros». Maria Luis Albuquerque não comenta críticas de Tsipras, mas garante independência face a Berlim.
Marco António Costa reagia assim às acusações do primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, que hoje disse que Portugal e Espanha formaram um «eixo contra Atenas» para tentar «derrubar o governo do Syriza» e de fazer fracassar as negociações com o Eurogrupo sobre a dívida grega.
«Todos nós percebemos que aquelas palavras [de Alexis Tsipras] foram proferidas na qualidade de presidente do Syriza, todos sabem que tem havido um ambiente muito conturbado dentro do Syriza, em resultado dos compromissos assumidos dos dirigentes enquanto governantes dentro do Eurogrupo», disse Marco António Costa, à entrada para o encerramento das jornadas do PSD e do CDS sobre investimento, no Porto.
Segundo o social-democrata, «essa conturbação e dificuldades internas do Syriza não justificam a invenção de histórias nem de desculpas para envolver terceiros que nada têm a ver com esse problema».
«Está na hora de os responsáveis assumirem as suas próprias responsabilidades e não continuarem a sacudir a água do capote e enjeitar as responsabilidades que são próprias das suas decisões», frisou o vice-presidente do PSD.
Para Marco António, é a situação interna «conturbada» que vive o partido grego, que levou hoje o líder Alexis Tsipras a «inventar bodes expiatórios».
Em Mirandela, a ministra das Finanças escusou-se a comentar as notícias que dão conta de que o Governo grego acusa Portugal e Espanha de conspirarem contra a Grécia, alegando desconhecer essas notícias.
No entanto, no discurso que fez esta tarde, referiu-se às relações de Portugal com os parceiros europeus e à frequência com que Portugal está mais próximo da Alemanha.
«Eu pessoalmente não meço a independência da posição de Portugal pela sua relação com a posição da Alemanha. Ser independente não é estar contra a Alemanha, ser independente é estar contra a posição da Alemanha ou a favor dependendo se esta é ou não favorável a Portugal», afirmou.