Deco cria linha telefónica de apoio às populações afetadas pela depressão Kristin

Créditos: Rui Minderico/Lusa
À TSF, a porta-voz da Deco Proteste Soraia Franco Leite sublinha que esta é uma forma de "simplificar as medidas anunciadas pelo Governo", que exigem maior capacidade de interpretação, uma tarefa que é "muitas vezes difícil" para os portugueses, sobretudo em "momentos mais complicados"
A Deco Proteste anunciou esta terça-feira ter criado uma linha telefónica para apoiar os consumidores afetados pelas intempéries e responder a dúvidas sobre moratórias, seguros, danos na habitação e acertos de faturação de serviços.
À TSF, a organização de defesa dos consumidores avança que, através do número 211 215 656, os afetados pela tempestade Kristin podem clarificar como aceder aos apoios, como acionar seguros e como defender os seus direitos perante falhas prolongadas de serviços essenciais como água, eletricidade e telecomunicações.
A porta-voz, Soraia Franco Leite, salienta que esta é uma forma de "simplificar as medidas anunciadas pelo Governo", que exigem maior capacidade de interpretação, uma tarefa que é "muitas vezes difícil" para os portugueses, sobretudo em "momentos mais complicados".
"A linha de apoio visa precisamente ajudar a que os portugueses consigam de alguma forma reerguer as suas vidas", resume.
É "muito importante" assegurar que as populações afetadas consigam participar o sinistro dentro do prazo previsto, que devem ser acompanhandas da recolha das provas dos danos, "seja em fotografia, vídeos, testemunhas ou lista de bens". A linha permite igualmente perceber se os seguros contratados têm a cobertura de catástrofres fenómenos naturais.
Soraia Franco Leite assinala ainda que as operadoras devem estabelecer um prazo para a reposição dos serviços em falha. Durante esse tempo, não deverá ser cobrado qualquer valor ao cliente.
"Nesta situação de uma inexistência de telecomunicações, o operador poderá creditar numa futura fatura o valor que eventualmente possa ter sido cobrado e que possa não ter sido utilizado pelo consumidor", alerta.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência da intempérie. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.