Depressão Kristin. Primeira estimativa da autarquia de Proença-a-Nova aponta para prejuízos de 20 milhões de euros

Pedro Correia (arquivo)
Em declarações à TSF, o autarca João Novo adianta que há danos em habitações e empresas. Nesta altura, quase metade da população ainda não tem energia elétrica
A Câmara de Proença-a-Nova estima em cerca de 20 milhões de euros os prejuízos provocados pela tempestade. Os estragos afetaram todo o concelho, com centenas de casas e empresas danificadas. Em declarações à TSF, o presidente da câmara, João Novo, afirma que esta é apenas uma primeira estimativa.
"Os valores podem rondar os 20 milhões de euros de prejuízos, quer do ponto de vista daquilo que são habitações, muitas delas com as coberturas parcialmente destruídas, outras na totalidade, também os parques empresariais e depois naquilo que tem a ver com a rede elétrica e com a rede telecomunicações", explica à TSF João Novo.
O autarca já falou com o ministro da Economia e espera que os fundos europeus ajudem na reconstrução do concelho. Nesta altura, quase metade da população ainda não tem energia elétrica.
"Temos ainda 46% da população do concelho de Proença-a-Nova sem luz. Evidentemente que este número vai diminuindo com o passar do tempo, porque as equipas da E-Redes estão no campo. A expectativa que temos é que até ao final de domingo tenhamos quase a totalidade do concelho alimentado de energia", sublinha.
O município de Proença-a-Nova alertou também este sábado para a presença de burlões no concelho que se fazem passar por prestadores de serviços de reparação ou fornecimento de materiais.
Numa nota publicada nas suas redes sociais, a Câmara de Proença-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, alerta para a necessidade de máxima atenção na contratação de qualquer serviço.
"De acordo com informações da GNR, têm sido identificadas burlas praticadas por indivíduos que se fazem passar por prestadores de serviços de reparação ou fornecimento de materiais".
Segundo a autarquia, estas situações ocorrem, sobretudo, em habitações desabitadas e têm resultado em furtos e aconselha a população a contactar imediatamente as autoridades perante qualquer situação suspeita.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00h00 de quarta-feira até às 23h59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.