Deslizamento de terras em Ponte da Barca obriga à retirada de casa de 20 pessoas

André Kosters/Lusa
A derrocada "forte" destruiu parcialmente uma habitação e soterrou um veículo ligeiro, não havendo registo de "vítimas ou feridos"
O presidente da Câmara de Ponte da Barca revelou que 20 pessoas, por precaução, foram retiradas de casa após um deslizamento de terras na União de Freguesias de Castro, Ruivos e Grovelas.
A derrocada "forte" destruiu parcialmente uma habitação e soterrou um veículo ligeiro, não havendo registo de "vítimas ou feridos", disse Augusto Marinho.
Inicialmente foram retiradas sete pessoas da habitação afetada e de outra nas proximidades.
O autarca social-democrata explicou que as 20 pessoas foram retiradas por precaução, uma vez que as suas habitações estão situadas no alinhamento do deslizamento de terras.
"A situação está a ser avaliada para identificar eventuais riscos noutras habitações", especificou.
Augusto Marinho adiantou que "as pessoas estão a ser deslocadas para a sede de uma associação local" e que "se houver necessidade de pernoitarem fora de casa, os deslocados têm alternativas, por exemplo, entre familiares".
No local, pelas 13:30, encontravam-se 39 operacionais e 14 viaturas dos Bombeiros Voluntários de Ponte da Barca, serviço municipal de proteção civil, GNR e a Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS) da GNR.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
